sábado, janeiro 02, 2010
Vê se me entorta
Ah, esse charme do que não convence!
Eu acredito em outras coisas. Nas extremidades, no que o corpo sente, nos sobrenomes italianos, na singularidade dos cheiros. Eu acredito nos ruivos e nas revoluções momentâneas de espírito. Acredito porque acontece muito comigo.
Eu tenho planos com o óbvio, quero paredes muito brancas.
sábado, novembro 28, 2009
28.
Dói porque é saudade, dói porque agora me lembro do último beijo e era melhor não lembrar. Dói porque tem que doer.
Hoje eu preciso arrumar meu quarto, me livrar de vez do que machuca. Tentar.
Desde domingo tenho usado o twitter pra expor meus extremos sentimentais. Hoje o que eu tenho a dizer é tão pouco, que não rende uma frase decente. Deixo as músicas esclarecerem essas sensações que só interessam a mim, mas que insisto em divulgar. Patético.
Mas agora é isso. Agora somos eu e minhas carências patéticas, eu e meu amor não mais correspondido e patético, eu e meus planos possíveis e impossíveis e patéticos.
Agora somos eu e o medo. Eu, que não aceito sugestões e quero respostas. Eu, que perdi a fé numa dessas poucas certezas que a gente tem.
Ele me diz pra ter cuidado e eu vou, é claro que vou. Não tenho mais o sorriso que me mantinha de pé, não tenho mais nada. Não tenho nem a palavra insistente que fazia disso um amor.
Ontem eu tinha a palavra, ontem eu tinha a certeza, a clareza das coisas. Hoje eu acordei com meu amor de volta, com o um sorriso no rosto, e vou dormir incrédula, sem vontade, sem nada.
E me deixa! Me larga nos meus dramas! Porque antes fosse o tempo, antes fosse qualquer coisa.
Eu tenho direito de me lamentar, eu tenho direito de jogar fora esse tempo que não passa.
segunda-feira, novembro 23, 2009
Acabou
Eu sinto a dor que tudo isso traz, eu sinto esse medo do definitivo, eu sinto pena de certas necessidades alheias. Eu sinto um pouco de nojo, e a diferença do que foi amor com esse sentimento escroto que roubou meus últimos meses.
Eu não me lembro do ultimo beijo. Eu não consigo sentir raiva.
Acabou... E as mentiras acompanham o fim, porque é mais fácil acreditar na própria mentira, que assumir a culpa, que expor as falhas.
Mas se eu não sou alguma coisa nessa vida, é covarde. E cega e burra também nunca fui, só ingênua de achar que as brigas e o perdão serviam de remendo pro caráter dele. Que pena.
Acabou.
quarta-feira, novembro 11, 2009
De onde vem a calma
Sinto falta daqui... fico triste quando passo muito tempo sem escrever nada que sirva, ou que seja adaptável pra cá.
Isso aqui é feito dos meus excessos. E quando voltei a escrever, depois de apagar os contos, eu queria isso... poder jogar fora os carinhos e as mágoas que transbordassem.
Pois bem, inúmeros assuntos me rodearam nessa minha semana de férias psicológicas. Mas não posso dizer o rumo que esse texto vai tomar.
Comecemos pelo xampu. ..
Comprei um xampu novo ontem, um que deve lembrar a infância de um monte de gente, mas lembra minha adolescência. Aquela primeira pior fase da minha vida.
Não quero parecer tão superficial desde cedo, então se não posso falar dos problemas reais, também não vou falar dos problemas floridos. Fica dito, apenas, que foi a primeira pior fase.
Mesmo assim tinha o Doutor André, a Doutora Marta e meu primeiro suspiro de determinação. Eu usava madeira e cobre e eu era muito feliz. Eu sorria, eu era bonita, fotogênica, inspirada. E eu tinha cheiro de camomila... aquele do xampu.
Depois mudaram os perfumes, duas vezes, e tenho vontade de comprar esses outros xampus só pra ter a sensação de ser aquela menina que eu gostava de ser.
A segunda pior fase veio no fim da então adolescência. Pouca gente sabe, mas quando me mudei, vim com todas as mágoas possíveis. Amizades arrasadas, amores nulos, meio sem me despedir. Mas aí, aqui já era uma terceira fase.
Absolutamente TUDO mudou quando eu saí de casa. Parece óbvio, mas é um pouco mais complexo do que a gente imagina.
Aí eu conheci o Jorge... Quando eu achava que ia ficar sozinha pra sempre, porque nesse lugar ninguém combinava comigo. Quando, pela primeira vez na vida, eu não amava ninguém.
E foi fácil me apaixonar, porque ele era perfeito e gostava de vinho e entendia de sapatos e tinha aquele sorriso... e me olhava de um jeito que me deixava tonta.
Isso mais dois detalhes e eu to aqui... e não é pra dizer que essa é uma sexta ou sétima pior fase da minha vida.
Porque eu nunca estive tão frágil, tão cansada e tão perdida... mas ele ainda tem aquele sorriso.
quarta-feira, outubro 28, 2009
Tempo e falta.
Mas hoje eu posso dormir tranquila até as dez, e quando acordar posso fazer tudo que a agenda diz sem me preocupar, porque também planejei os possíveis atrasos, calculei o tempo nas filas, deixei o espaço do imprevisto.
Ainda bem que eu não durmo, porque dessas horas que reservo pro sono é que tiro tempo pra organizar tudo isso. E eu sei bem, sem esses meus desabafos escandalosos os relógios parecem esquecer suas funções.
Calendários, listas, lembretes multicoloridos... Até a saudade tem hora pra vir e ir e a única sensação que não evito, porque não posso, é o cansaço.
A semana passada deixou muitos pontos pra mim. Propostas pessoais, conclusões pra lá de complicadas e certezas tristes demais.
Sabe, ser esse poço de emoção tem desvantagens bem piores que esses impulsos visíveis. Deixar qualquer sentimento pra trás, pra mim, é quase sempre como desistir de um pedaço do que eu sou. Bem mais dramático e violento que pra maioria das pessoas. E as dores, claro, demoram muito mais pra ir.
Quando eu era mais nova e, acredite, mais lúcida, podia me dar ao luxo desse charme. Agora as fragilidades vão tão além desses exageros... Mesmo assim, já mudei demais pra deixar qualquer razão ser maior que isso.
terça-feira, setembro 29, 2009
Que complicado!
Eu escuto Luiza Possi, Los Hermanos e Mombojó e acho todo o resto um saco e faço cara de pato pra tudo.
Difícil escrever alguma coisa bacana assim, sem paciência pra fazer a interessante. Então vou me aproveitar daqueles 19 anos que eu tive e postar uma dessas declarações bêbadas feitas pra quem mal se conhece. É curtinho, mas tem um gosto bom. (:
Leiam suspirando.
Ah, ele é tão teatral! Meio poeta, meio artista de nada que entende de tudo... Ele sorri com os olhos e a boca enorme. Parece o príncipe encantado das cortinas.
Ele tem cor de batom, cheira a tinta guache, finge que toca um pandeiro, faz caras de samba na cama.
Ah, ele é tão teatral! Do tipo que nunca tem pressa, que ri quando escuta um agrado. E vive os amores que tem, compõe. Usa camisa de botão e não me lembro dos sapatos...
sexta-feira, setembro 25, 2009
Eu juro, desconheço esse espelho.
Aaaai se isso matasse... Porque a dor já é física e o cansaço me rouba até a fraqueza que sobrou, quer toda a razão do mundo.
E eu não quero nada, não espero mais nada. Minhas vontades vão se escondendo pra fugir dos meus medos, das minhas burrices.
É... não devo entender tanto assim de mim.
terça-feira, setembro 22, 2009
Bem vindo a Setembro! Nº 100.
Cá estou, querida insônia, recebendo emails reveladores de uma anônima, que hoje vai tão insone quanto eu. E ouvindo mentiras contadas pela falta, de caráter ou paciência. E suportando a dor de ver os defeitos do que eu me afasto no que eu amo. Virando a cópia de tudo que eu mais critico. Cheia de alergias, cheia de mágoas exageradas e de uma saudade que anuncio de todo jeito, mas que é só de mim.
O despertador do apartamento de cima toca. 4:30h.
sábado, setembro 19, 2009
Eu espero.
Minha boca seca, eu não quero ver ninguém. Meus enjôos me deixam surda, com aquele grito na cabeça e só, que ainda não deu tempo de parar.
Mesmo que o amor seja maior, fico com todos os motivos pra não perceber. Fico com o choro, que me faz dormir e me acorda de medo, querendo nem acreditar.
Eu não entendo, espero que tudo se acalme, mas o tempo não passa inteiro. A semana voou e mesmo assim nada chega pra mim... nem o descanso.
segunda-feira, setembro 14, 2009
Sob o som de uma banda qualquer.
Quando eu era mais nova achava que minhas paixões iam durar pra sempre, e sustentei isso até conhecer o Jorge. Doa a quem doer, antes dele era o ego quem ditava o sofrimento da vez. Sempre um que fosse difícil demais, um que não me quisesse, um que me viesse à cabeça por conta de uma musica qualquer. Depois a graça ficou em sentir tudo muito mais forte que nunca, em olhar os sorrisos mais bobos, saber dos tons de voz... Ai como eu amo aquele homem!
Agora com os tais vinte anos, antes meu erro fosse achar que alguma coisa é pra sempre... Peco por agir feito a menina que ainda achava que podia trocar de amor quando bem entendesse.
Tenho mil absurdos na cabeça... raiva dessas compreensões tardias.
Eu vou, mas não vejo mais como apelar... que eu amo demais ele já sabe, e sabe tanto que perdeu o medo de ouvir outra coisa.
):
Todo sentimento me carrega...
Hoje as coisas acordaram estranhas e nem sequer vão dormir. Tudo já arde e eu to cansada, meus pés doem, meu estomago grita, a cabeça lateja.
Aaaaaai os meus impulsos, minhas dependências, meus amores exagerados... As mágoas são tantas! E o coração já vai tão machucado!
A culpa é minha, a culpa é do signo, a culpa é de quem quiser ela pra si. Mas dessa vez eu sinto diferente.
Amor.
quinta-feira, setembro 10, 2009
O pouco.
As semelhanças me dão arrepios. Cheiros, posições. Me preparo pra outras saudades... saudades das quais não preciso falar. Por bem.
Os olhos são outros, e a segurança neles me incomoda sempre. Fica aquele segundo, mas as primeiras impressões se transformaram há tempos.
Tudo se esconde, tudo se larga. O amor não muda, não devia mudar. E eu não apago nada, choro sozinha todas as contradições e as demoras, faço de conta que não morro pelas pequenas mentiras.
A essa altura nada se explica. Do que é meu só se sabe por mim e de mim ninguém sabe nada, não por outras vozes. Perdoar o que?
Sou enjoativa, tenho raiva da música que não me explica ou distorce a vida, raiva de conhecer demais tudo que sinto.
Perdoar o que?
quarta-feira, setembro 09, 2009
Eu tenho mais.
Descubro, machuca.
Vejo, ouço, finjo... machuca.
Me faço dizer sozinha “é mentira”, a memória me esmaga.
terça-feira, setembro 01, 2009
Não é novidade pra ninguém.
Ando triste com tudo que vem por fora desse contexto que eu tomei, justo porque não me encaixo mais.
Agora eu desmancho e peço perdão... É, por ser magoada.
Virei a explicação florida de qualquer egoísmo que não da certo. Fraca, estúpida.
segunda-feira, julho 06, 2009
Queria dormir quentinha e quietinha aqui pra sempre, mas até dormir é difícil e, quando eu consigo, sonho com as coisas que devia estar fazendo.
Também não consigo escrever, porque é difícil pensar em outra coisa com 45 croquis pra ontem e a tendinite atacada.
Socooooooooooooooooorro!!!!!
Ah... Esse negócio de morar longe do meu namorado não é legal. ):
quarta-feira, julho 01, 2009
Consegui gastar cem reais na papelaria com uma caixa de lápis, três pincéis e duas impressões coloridas em A3. Levei os chapéus de confecção pra costureira e encontrei o jeans da Marilyn pro trabalho de têxtil quase pronto. Só vou precisar mandar ajustar as pernas e isso é muito bom.
Voltei pra casa, briguei com meio mundo e fiz um Twitter novo. Vamos brincar de “divagações têm de ser curtas”.
Fui pra aula e descobri que preciso me desesperar um pouco mais com os trabalhos, porque alguns sofreram mutações durante minhas viagens. Outra notícia booooa é que não preciso mais pensar na viagem pra Buenos Aires, porque o reitor "vetou" o esquema todo. Ok, quem quiser ir vai, o reitor não vai te trancar na sala de aula pra você não viajar, mas eu não posso me dar ao luxo dessas faltas. =/
Aí saí da UEM, sozinha pra variar, vinte e duas horas e vinte e dois minutos. To em casa agora, planejando arrumar meu quarto ou terminar aquelas graduações de modelagem... qualquer coisa que ocupe meu tempo e minha cabeça maluca antes que eu comece a surtar outra vez.
"Disfarçar é encantador; parecer disfarçar é triste."
( Gabrielle Chanel)
The drama button.
Minha fragilidade é justa e hoje vou tentar não reclamar disso.
Deve ser tpm, todas as coisas aumentam.
Passei o dia tentando descrever o estilo do Niemeyer, meio irritada (óbvio), querendo uma daquelas comidas inexistentes que a gente sempre quer quando fica ansioso por qualquer motivo. Mal me vesti pra ir à aula. Cheguei e fui fazer qualquer coisa que pudesse me manter longe do computador por algumas horas. Acho que já disse isso, meus vícios me irritam. Parei de fumar porque fiquei de saco cheio daquele cheiro nas minhas coisas. Mas não vou picotar o note e jogar o coitado pela janela... dele eu gosto e dependo muito mais. Tanto que já to aqui de novo.
E preciso escrever pra descansar meu mau humor. Qualquer coisa. To de saco cheio!
Eu queria estar em Brasília e não pensar duas vezes na viagem pra Buenos Aires. Queria conseguir não me desdobrar inteira por quem não merece o mínimo do que eu faço, ser menos atenta e ter a memória mais fraca do mundo. Porque feliz é quem pensa pouco.
Quero que todo mundo morra e meu cabelo cresça!
http://www.dramabutton.com/
segunda-feira, junho 22, 2009
O que eu preciso pra ser feliz.
E pra quem ainda ta na fase do vestibular eu dou a dica: você pode esquecer a paranóia e a pressão do mundo e cursar uma boa faculdade particular e ser muito, mas muito mais feliz! E se você e tem idéias muito ecológicas, pretende estudar moda, mas quer fugir da loucura de São Paulo... eu te digo, meu amigo, esquece essa bobagem!
Modista gosta mesmo é de shopping e cidade grande! A gente enjoa fácil, precisa ter opção... pensa bem, não é a toa que seu guarda-roupa muda de 3 em 3 meses. (:
Fashionista não funciona a ar puro! E, é dura a realidade, mas depois de ler uma Vogue você é capaz de matar o crocodilo sozinha pra ter uma bolsa. São Paulo é bom, muito bom! E não existe lugar melhor pra estudar, começar e crescer como profissional de moda. E se você já vai precisar freqüentar tanto o lugar, porque não morar lá?
Convenci? Ok, porque preciso voltar ao foco do meu texto.
Éééé... Ah! Marketing, tempo, escolher... ISSO!
Bom, todo mundo já pensou “se eu pudesse escolher meeeesmo...” eu nascia Athina Onassis e vivia pelo mundo comprando sapatos. Mas a vida me complicou. Nasci em Brasília, numa família maluca que sonhava demais e resolveu morar no mato e abrir um restaurante.
Resultado: Cresci maluca também, sonhei demais, idealizei, planejei e escolhi mesmo foi vir pra um fim de mundo que ganha de longe do meu matinho tranqüilo no quesito marasmo. Preciso dizer que não tem muitas lojas de sapato? =/
E aqui eu reclamo e aqui eu corro atrás de sair daqui. Mas, admito, não sei se estaria mais feliz muito longe daqui... Só fico triste por não ter onde usar meus sapatos, mas às vezes também fico feliz pelo conforto de não precisar usá-los... é!
Daqui uns anos vou poder dizer “se eu pudesse escolher meeesmo nascia Athina Onassis e vivia pelo mundo comprando sapatos, mas até gosto de fazer os sapatos que ela compra”.
(:
Tic tac tic tac... What you waiting for?
Terça: confecção, malas, Londrina! (:
Quarta: Londrina! (:
Quinta: Maringá, amor, RIO e mãe! :D
Sexta: Rio + rímel novo = CCBB - Voyages Extraordinaires YSL!!!! :D
Sábado: Rio + família! (:
Domingo: Rio, Maringá e amor! :D
Segunda: amor, casa, prova de francês! :T
Terça: criação
Quarta: indumentária
Quinta: apresentação do trabalho estúpido de marketing, desenho
Sexta: desenho
Sábado: prova de indumentária... mereço dormir!
Domingo: e dormir só mais um pouquinho (se der)...
Segunda: entrega do trabalho de têxtil, desenho
Terça: entrega da pasta de desenho (TENSO!!!)
Quarta: prova de criação + entrega do sapato, entrega dos moldes + peça pronta de modelagem
Quinta: prova de cultura brasileira... FÉRIAS! :D
*E ainda faltam as provas substitutivas de marketing e estatística, que vão rolar quando eu estiver no Rio, então não faço idéia de quando vou fazer. (Y)
I WANT MY MILLION-DOLLAR CONTRACT!
sábado, junho 20, 2009
Pra mim, isso é amor.
Estou em paz. E é só.
“Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer...
E talvez, se tem que durar... vem renascido amor, bento de lágrimas.”
Eu te amo, Jorge Mariano!
Melancia.
Tomei meu banho mais quente do mundo praguejando a casa e até a temperatura da água, chorando, delirando com os motivos do choro. A cama, a foto que ainda não tive coragem de tirar do lugar, o tapetinho, o chuveiro, a sala, as panelas... ai as panelas! A droga do presente, duas caixas enormes, o carinho com que eu fiz aquele laço chato. E era pra ele, o laço, que eu olhava quando a coisa acabou.
Me vesti, meio passada, sem combinar a lingerie quase como quem se livra de um mal. A intenção era descombinar minha dor da lembrança insistente de que ele às vezes dizia “eu gosto dessa”, e de que ele sabia o que eu usei na primeira vez que ele veio aqui.
De repente, em meio a cíclicas crises de choro, olho pra gaveta de pijamas aberta e lá está ela. Dobradinha e cheirosinha: minha camisola preferida. A mais confortável, macia, bonitinha... a camisola que levei na mala pro ultimo fim de semana em Maringá.
- Melancia, porque tem cor de melancia... vermelhinha assim.
- Mas eu não sou verde por fora e você não gosta de melancia.
É, ele não gosta de melancia.
Sabe, eu gosto dos dramas porque eles me fazem escrever. Acho que toda mulher gosta um pouco dos dramas por alguma razão. Algumas se entopem de chocolate, outras de calmantes, outras de cigarros... eu parei de fumar e sinto falta do cigarro e podia voltar agora, mas chega de burrices por hoje. Eu sou o tipo de mulher que não vê outra vantagem no sofrimento além da inspiração infinita. Acho que Deus foi legal comigo nesse aspecto... a ultima coisa que eu preciso é me entupir de comida. E com os remédios, já me dou bem demais pro meu gosto.
Pois bem, eu olhei pra camisola e continuei com os pensamentos esquisitos enquanto guardava os livros legais, porque também não me ajuda ficar lendo o que veio escrito a mão neles. E vi o outro livro. Melancia.
Ganhei o Melancia de uma amiga no início do ano. Um livro de mulherzinha, tipo Bridget Jones. Tentei ler duas ou três vezes, nunca passei da vigésima página. Dizem que é bom, mas o que sei dele é mesmo só o que li... Melancia é a narrativa de uma mulher que é abandonada pelo marido minutos depois de parir. Me identifico. Vou ler quando puder.
Nãããão, pelo amor de Deus! Não ouso comparar os dramas. Não era casada, acho que meu ex não tem outra e muito menos acabei de ter um filho e me encontro impossibilitada de dar meus pitís.
A semelhança ta mais na mistura das sensações escrotas de um fim súbito e meio absurdo, e é claro, no lance da melancia.
E se a história for verdade, tenho certeza que essa mulher é uma dessas que valoriza a inspiração do sofrimento. Haha...
Mas galere, minha enxaqueca me chama! Lá vou eu pro hospital me familiarizar um pouco mais com a personagem.
Ainda bem que to indo ver a exposição do Saint Laurent!!! Piadinha! (:
Quem lê até pensa que esse bom humor existe.
Quem LÊ mesmo, porque até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te perdi.
=/
sexta-feira, junho 19, 2009
Para Freud, isso é paranóia.
Eu lembro que quando isso começou, eu postei sobre passar por cima das razões adultas e sobre a sensação estranha e incrível de acordar com as convenções trocadas, e feliz e sem culpa. Hoje, com os sentidos estourados e o coração também, hora de apanhar das razões outra vez. E essa sensação eu prefiro não explicar.
Já esperei, gritei, ouvi os conselhos bobos e todas as verdades cortantes... Já quase me acalmei. Já sei o que eu quero e o que fazer.
Volto a esperar. E só enxergo que o avesso dos meus sonhos não funciona mais.
quarta-feira, junho 17, 2009
Sobre a dependência.
Dependo de muita coisa que não depende nem direta nem indiretamente de mim.
Dependo do que me faz morrer aos pouquinhos e do que me ajuda a não morrer tão rápido.
E dependo do que me contraria. Dependo da minha preguiça.
Eu dependo dos dias, da disposição e da vontade alheia (a que é de verdade, que não tem medo de ir ou chamar, nem de pedir).
Me deixo depender de tudo, me apóio nos vícios aos quais me proponho. Só porque também preciso culpar todas essas coisas.
Não sei ser sozinha, queimo plástico, explico o que ninguém quer saber de mim.
E cá estou.
Neurótica.
Não fumo mais.
terça-feira, junho 16, 2009
Sobre decidir.
"...I'd bury my dreams underground."
terça-feira, junho 09, 2009
...bento de lágrimas
Prefiro então só pensar que a gente sabe o porquê e inevitavelmente sonhar os avessos.
Eu te amo, Jorge Mariano.
domingo, junho 07, 2009
Juliana e as doenças.
Algumas horas, Buscopan e muita cafeína depois, a cabeça ainda me incomoda e esse enjoo típico que acompanha a doença não me deixa dormir.
Tenho essa droga desde os oito anos.
Mais tarde ganhei a gastrite e aquela anomalia no braço direito, que hoje em dia chamo de tendinite.
Agora as queridas resolveram se unir e revezar pra me deixar derrubada pra sempre. (Y)
Pra completar... insônia!
Acho que só a Nikki me supera! Hahaha...
quinta-feira, junho 04, 2009
Sem amor? Vá de YSL.
Pois bem, isso foi só pra contar que dia 25 vou ao Rio ver a “Voyages Extraordinaires” . Certamente vou usar aquele rímel novinho. (:
“As roupas mais belas que uma mulher pode vestir são os braços do homem que ama. Mas para as que não tiveram a sorte de encontrar essa felicidade, aqui estou eu.”
(Yves Henri Donat Mathieu-Saint Laurent)
02:57h – Fechei a janela dos blogs, deitei, lembrei de tirar os óculos e só então tentei dormir. Claro que se tivesse sido feliz na tentativa ninguém estaria lendo essa baboseira agora.
03:44h – De volta aos blogs.
04:21h – Cansei dos blogs.
04:29h – Provavelmente muito pouca gente se diverte com as coisas que eu me divirto, mas se posso me considerar feliz, devo parte disso a essa maioria que não vê graça.
04:32h – Abençoado seja o orkut.
04:35h – Vou morrer maluca e sozinha.
04:36h – Melhor dormir. (Y)
quarta-feira, junho 03, 2009
Exposto em diagnóstico.
Já consegui admitir que, mesmo querendo ser a pessoa mais realista do mundo, eu ainda sou taurina e encho até o impossível de expectativas ridículas. E já errei mais do que queria, já esperei mais que o suportável, já fingi mais do que podia. E posso ser exagerada e bem maluca, mas eu sei até onde posso brigar sozinha com isso, não passo daí.
O que eu não sei mais é sobre uma outra porção de coisas e até que ponto elas têm me feito bem ou mal.
E me incomoda muito não conseguir encaixar essa sensação entre as que eu já conheço, não saber como lidar com ela.
Não tenho ganhado em intensidade, muito menos em frequência. Nunca gostei de adaptações.
To um pouco de saco cheio.
sexta-feira, maio 29, 2009
De nada.
Tenham um bom dia.
quinta-feira, maio 28, 2009
Idiota.
Às vezes quase acredito que essas coisas vão durar. Quando elas passam de um dia eu faço planos, começo a pensar em que elementos da minha vida não combinam comigo segundo as convicções passageiras. Idiota.
Já acordou um dia com vontade de pintar pra sobreviver? Pois é, você vai numa loja quase tão alternativa quanto sua idéia clichê, gasta demais com tintas bacanas, pincéis quase conceituais, telas bem grandes... porque seu espírito livre não vai caber na pequena e as tintas baratas e os pincéis feios são coisas provisórias. Você não é provisório (mentira), suas idéias e sentimentos não são provisórios (Jesus, que absurdo!), você sabe o que quer, não quer nada que faça sua linda ideologia provisória parecer provisória. Idiota.
Na época do cursinho conheci um cara que sentava na mesa do bar com a gente nas quartas-feiras, chorava e discursava sobre o amor. Ele dizia que nós (os meros adolescentes mortais e então vestibulandos, nerds, pseudo-intelectuais, cultos e bêbados) nada sabíamos sobre o dito cujo. Pra ele, que dizia isso enquanto lágrimas aguavam a cerveja, o amor não fazia sofrer. O amor era paz. E, com aquela voz de quem tem toda autoridade na ciência, contava que um dia a gente ia entender o que ele queria dizer... ele e seus looongos e interessantíssimos dezoito anos de experiência.
Preciso dizer que ele conheceu uma menina numa rave, casou um mês depois. Hoje em dia a menina chama ele de "irmãozão" e ele escreve declarações sofridas ao grande amor. Idiota.
Vez ou outra quase necessito comparar todas as minhas fases babacas, sempre acho que cheguei na definitiva. Idiota.
Feliz eu era quando só precisava matar o Robotnik pra me sentir uma pessoa de sucesso, deveras completa! Kkkkkkkkkk...
Santa idiotice!
quarta-feira, maio 27, 2009
Ai?
Eu sou o tédio em forma de gente!
Mais uma hora.
Ouvindo a música do Camelo com a Ivete Sangalo e sem paciência pra assuntos acadêmicos.
Eu sou o tédio em forma de gente!
sábado, maio 16, 2009
quinta-feira, maio 14, 2009
Quase.
Cortei o dedo no ponteiro do relógio quebrado. Eu sou uma boba! Uma boba que tem dito muito isso ultimamente, como se pudesse mesmo se arrepender de qualquer coisa... de não dormir e não prestar atenção pra atravessar a rua.
...
Não, não, não.
Não ando enxergando muita coisa e nem sei se quero mesmo.
Não posso escrever demais e ando frustrada com meus próprios desabafos... mas tanto faz.
Não gosto de pedir ajuda e não gosto de pensar que minhas coisas resultam de apelos.
Tenho saudade, mas fico calada.
quarta-feira, maio 13, 2009
terça-feira, maio 12, 2009
Deve ser porque é 22/2.
Eu, como estudo na uem, convivo com a mediocridade e preciso pisar no barro pra chegar até a sala, também preciso de coragem e perseverança!
Medo de inseto por aqui também não dá certo e de vez em quando você quer arrancar os cabelos das bixas, cortar aqueles dedões com aneizinhos de compromisso e sentir que o mundo ficou mais bonito sem certas cafonices... Mas é fato que algumas delas, as bixas, ganham seu coração, ou são tão hilárias que é difícil não se sentir menos confortável e mais gorda e feliz do lado delas.
Sim, hoje eu to quase homenageando todo aquele “fashion buzínes”, porque rir enruga a pele, mas faz bem pro resto, porque é semana e prova e vamos ter um feriado providencial no meio dela! E como diria nossa digníssima Patrícia Carta “adaptado e adaptando-se sempre, o glamour está na cabeça de cada um”.
Às vezes minha faculdade me deixa feliz!
segunda-feira, maio 11, 2009
Segunda-feira, mês de maio.
Toda mulher acha bonito ter tpm, ficar “feia” e frágil, fazer chantagem, bico, chorar pelo que se deve e não deve, exagerar no chocolate e ter uma desculpa simples e feminina pra isso. 60% das mulheres nem deve ter tpm de verdade, ou o distúrbio é tão ingênuo que se o assunto não fosse tão polêmico, nem elas iam notar.
Pois bem, eu não finjo. Minha cabeça dói, meus pés incham junto com o resto, meus níveis hormonais me enlouquecem e, mais do que tudo, eu fico cinco vezes mais neurótica que o normal (que de normal já não tem nada). Só o que me sobra pro charme é a vontade do bendito chocolate, e desse eu nem tenho feito questão.
Mas enfim, a tal da inspiração não é bem casada comigo, não me acompanha na alegria e na tristeza, muito menos na saúde, mas ela gosta das doenças. E esse mês a loucura veio acompanhada de briga com namorado, mais confusão, semana de prova, correria, contas, dores, testes, compras, crises... um BALDE cheio pra esse oportunismo tão bem vindo.
Aproveitemos! Que palavra horrível!
sábado, maio 09, 2009
Lá fora, amor, uma rosa morreu...
Quando eu disse que era tudo igual não tinha pensado no dia... “Minha vida em suas mãos”, era só a parte de antes, mas foi só mais um pouco e olhar pra lua (claro, lua cheia)... Ta tudo igual de novo, de verdade! Até as vontades, o jeito de planejar, a torturinha do orgulho.
Mas eu já passei da fase de bancar o poeta abstrato.
“E nada como um tempo após um contratempo pro meu coração.”
quarta-feira, maio 06, 2009
22:22
No fim das contas o meu pequeno príncipe, que ontem não passou de um sapo, hoje se encantou de novo.
Eu sou uma boba! =/
Tempo, tempo...
Eu to do jeito que to, chorando há horas, porque as frases famosas do pequeno príncipe são de uma verdade que só sabe quem ama, quem se deixa amar.
Mais ou menos 6 meses atrás, o cara que acho que ainda posso chamar de namorado me disse não 3, mas quase uma coleção de palavrinhas mágicas que são eternamente responsáveis por essa agonia de agora. E é só por isso! ):
terça-feira, abril 28, 2009
evitando.
Hoje é abril e hoje eu dormi o dia inteiro, porque hoje quase tudo me incomoda, inclusive a senha do blog.
Acordei cedo com o telefone tocando e a cabeça começou a doer e pensar demais. Dormi de volta. Acordei tarde, fiz o possível pra ignorar quase tudo e o possível era dormir de volta. A porta abriu, fechou e eu dormi, dormi, acordei... às 5 da tarde.
Minha impaciência tem me mantido longe disso aqui e de tudo quanto for jeito de não me resolver, de me desculpar. Eu honestamente concordo, mas hoje...
Uhum.
Ando cansada do meu desleixo com isso, do excesso de frescura com aquilo.
Ando estressada e conformada... e a parte do conformar também me irrita.
Ando repetitiva, brega, atormentada, tendo pesadelos.
Ando cansada. Muito cansada de nada.
Ando atrasada. Sempre atrasada pra tudo.
Ando de pé... sem pé, cabeça, calçada.
Ando cansada, tendo pesadelos.
terça-feira, abril 07, 2009
terça-feira, março 17, 2009
Três pontinhos.
Eu queria ter outras certezas e não entender, não ter exemplos do avesso.
Eu queria a burrice cega da felicidade, mas eu enxergo demais, imagino demais.
Não me incomoda a falta de hábito, o que me faz morrer é a malícia dos extras, o vazio, o que não conta.
domingo, março 15, 2009
'Mas vai e antes de ir embora leva...'
Não tem mais o cheiro de tempero, mas outros têm.
Ela não vai cortar os pulsos e eu não vou me apaixonar, é só o tilintar daqueles copos, o presente de casamento, a chave riscando o chão quente.
Todas as horas e horas da madrugada, suspiros... se arrepia sozinha, acende a luz.
sábado, março 14, 2009
05:16 am.
Odeio essa sensação de dependência.
Dormir 2 horas e acordar achando (com toda razão) que o sol irrita, que a música enjoa, a faculdade é patética e eu mais ainda, etc...
quarta-feira, março 11, 2009
Patchwork.
Uns dias de insônia voluntária, umas pedras na janela, uns corredores de socorro. Vestidos de seda e palito, pedacinhos de papel cor de rosa pela casa... A desordem enfeita, mas minha paciência me expulsa desse ritmo. Não tem mais nuvem, não tem mais balão e cor. O calendário adiantou uns anos... eu não sou velha e nem sou nova demais, não sou um meio, não tenho medo. Moça.
Ahn?
terça-feira, março 10, 2009
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Trecho.
O amor enxerga, lembra e escolhe sim... ele aflige, inebria e é tão consciente, que se faz abstrato.
“O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica...”
- No teatro a gente enfeita, esconde, empresta o corpo.
No teatro não existe ridículo, não importa o patético... o errado complementa, a beleza é o grande fim.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Escangalho.
Não que eu esperasse cumprir os planos, mas já é quase fevereiro, já fugi outra vez... e sem agenda, com as mesmas pontas duplas, sem grandes ideias e expectativas pro meu ano ímpar e muito menos tendo reparado no que fica do lado de fora da minha janela.
Fato é que eu não tenho mais coragem de admitir e entregar minha ingenuidade. E tudo que eu tenho feito é deixar que os dedos despejem queixas e ais, que inventem saudades, que escondam todos os sorrisos bem pra lá do que virou esse meu murinho de lamentações tão pouco intencional.
Então, jogando fora toda e qualquer obrigação quanto a todos esses pesos, deixando toda minha tendência ao saudosismo de lado (porque eu sei, por falta de mal, eu passo olhando janelas, sacadas erradas, espelhos alheios), tenho mesmo tanta falta pra sentir além dessas que eu conto, tanto o que planejar e esperar... um amor lindo pra viver, um show do Los Hermanos pra chorar, 343 dias menos tensos pra criar, intenções infinitas... mas não vou mais me descabelar pra fazer disso novidade.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Não é meu lado cínico...
É encanto sim, antítese do tal conhecimento de causa... vozes e bicos ocasionais. Ai Deus! Ai de mim!
quarta-feira, dezembro 31, 2008
Adeus, ano velho.
Hoje cedo eu decidi que vou comprar uma agenda, porque eu não sei mais escrever e cadernos não me animam. Além do mais, eu preciso de calendários de papel.
Também decidi que assim que voltar pra Brasília eu vou cortar o cabelo e planejar alguma coisa pro meu ano... mas só lá mesmo, deitada na minha varanda, olhando o silêncio daquela vista chaaaata.
Por enquanto, a menina que só falava de futuro não quer nada além do champagne da meia noite, fugir pra Recife ou uma máquina do tempo.
Feliz ano novo!
(y)
terça-feira, dezembro 30, 2008
Não é meu.
José Renato Brandão Bravo.
(27/03/1984)
Saudade, pai!
Saudade, amor!
sábado, dezembro 27, 2008
Nove é ímpar.
Um dia desses parei pra ler tudo que eu postei aqui esse ano, me arrependi um bocado de ter apagado os contos e percebi que tenho sido cada vez mais rasa tanto com todo o sentimento, quanto com as bobagens. Aí aparece um cara no meu orkut chamado "Eric Laffitte"... é! A primeira coisa que me veio a cabeça foi "que loucura!", a segunda foi uma brincadeira que o Pedro fez comigo 3 anos atrás. Eu tinha que escrever 104 palavras com 'i' e eu era 3 delas.
Como quase todas as bobagens desse tempo, essa me fez chorar e passar o dia nostálgica, ouvindo Ben Harper, relendo coisas que nem eu entendo mais.
É que eu sinto falta de ser menos responsável e mais espontânea, mais divertida e menos rabugenta. Tenho saudade acordar todo dia pra ver o Sol nascer, de aprontar minha gama de metáforas bobas, de ter uma estrela de inverno que chamava Terra "porque eu era de outro planeta"... de ter uma pureza que eu não tenho mais.
Esse ano, com exceção de ter conhecido algumas pessoas incríveis (destaque pra Day, que foi quem me salvou de todos os surtos possíveis e pro meu namorado, que é a coisa que mais vale a pena na minha vida), eu posso dizer que foi o ano mais triste, mais sozinho, mais pesado. Não só por sair de casa, me afastar de alguns amigos, me frustrar com a faculdade... eu passei o ano reclamando e fazendo nada a respeito de nada, só envelhecendo e justificando o ruim com o péssimo.
"Credo em forca!" Haha...
Por essas e outras, por ter me tornado incapaz de ir até a varanda olhar o dia mesmo não dormindo antes dele nascer, eu sinto falta da Mirella e daqueles 3 is.
Espero então, que o ano que vem seja mais calmo, que eu viva mais, que eu tenha fôlego pra todas as surpresas do número 9!
domingo, dezembro 14, 2008
Da boca pra fora.
Eu já to doente, exausta e sozinha demais pra querer esperar e entender... E vai acabar assim, pela sensatez, pela coerência entre o medo e o susto. Porque outra vez é muito tempo e eu não quero pagar pra ver.
Não falo em adiantar, nem nos detalhes, nem no gosto da chuva, não é mais. Isso vem dos mesmos recortes de antes, da mesma trilha dos desafetos, do que me deixa frustrada e menor.
Falo em cuidar desse ontem, apagar impressões, viver o que sobrar e fugir da arrogância.
Parar de escrever listas.
"well it's been a long time, long time now
since I've seen you smile
and I'll gamble away my fright
and I'll gamble away my time..."
domingo, dezembro 07, 2008
Los Hermanos e a cegueira.
Lá na imensidão da utopia dessa madrugada, o que eu dizia, meio chorando, meio em êxtase era: Sim, tudo que os caras fizeram durante o 'hiato' tem seu quê particular e qualidade indiscutível. Mas, também é inegável que ninguém conseguiu fugir de ser 'los hermanos', nem nos acordes, nem nas críticas, nem em namorar a Mallu Magalhães. Então, se é certo que o prato é melhor que os ingredientes, por que não misturar logo a porra toda uma outra vez e parar de fazer tipo de "recesso"?
Eu não consigo deixar o sentimento mulherzinha de lado, mas vou tentar expor meu ponto de vista sem ser TÃO exagerada e ciumenta.
Chega uma hora que um dos caras quer se divertir, fazer samba, beber um pouco mais, se sentir rock and roll. O outro quer porra nenhuma, cansou. O terceiro vai onde o vento for, que pra ele sair de casa já é se aventurar. E o Marcelo, o cara da capa, que aprova e desfaz... o Marcelo andava ouvindo "folk" nacional. Pronto, cabô! (:
Mas o sonho foi bom, o Amarante é uma COISA!
terça-feira, dezembro 02, 2008
É de lágrima.
quarta-feira, novembro 26, 2008
De botas batidas.
Eu sinto falta do cheiro de álcool e cigarro do dia seguinte e até da dor de cabeça... de esperar o dia nascer pra ir embora, das conversas "sérias" depois da terceira cachaça. Sinto falta de acordar e querer sair de casa, passar o dia criando assuntos pra sinuca de sexta, estudando o jeito mais prático de levar o Rafa pra cama! :x
A gente queria o mundo... e a gente ganhou o mundo!
Saudade...
segunda-feira, novembro 24, 2008
Nem de deus, nem do diabo.
Todas as notas são só, tudo é o sorriso dele. Bobagem! Eu soube, desde a sorte, eu soube!
Se isso é falta de amor... Ai deus!
quinta-feira, novembro 20, 2008
Não quero falar.
Não que eu entenda, eu só sei.
domingo, novembro 16, 2008
4 in the mornig.
Numa boa, hoje (ou depois de hoje) não dá mais pra priorizar o que eu não conheço, o que ainda me assusta e me prende. Não dá mais pra dar uma de adolescente pós-moderna e me jogar, muito menos pra acreditar em conto de fadas... Nem por todas as estrelas cadentes e luas bonitas.
Todo o pouco que eu passei nessa minha vida de meias histórias já foi suficiente. Não quero mais declarações tardias, confissões dobráveis e descartáveis, amores implícitos. Eu preciso de pedidos, presença, cobrança, certeza.
Eu não aguento mais ser o final de nada, eu não quero aguentar.
Então seja lá qual for o objetivo e a repercussão disso aqui, já chega de "parecer ser"!
Ps: Se não encaixar, fica a dica!
quinta-feira, novembro 13, 2008
Hãn?
Ainda to perdida em outros barulhos, não posso mesmo ter muita razão. E aí, depois de descobrir a alegria e seus estágios não criativos, o mundo cai... Complô dos dedos pela poesia incômoda... porque outro sorriso não vai render todas aquelas metáforas agudas.
Pois bem, pra começar, Brasília e o calor não foram nada razoáveis dessa vez e só de pensar em voltar eu enlouqueço.
Pra terminar, acho que tanto faz Brasília, o blog e o descontrole de todas essas aflições... o que me incomoda nem existe, o riso me dói, a culpa não é de ninguém, eu me rendo! Mentir pro meu exagero já é demais.
E eu, que nunca fui uma mulher de clichés, queria parar o tempo, morrer numa poesia barata, ouvindo música brega, tremendo de amor... pra sempre.
segunda-feira, outubro 20, 2008
Bem!
Não ser intensa e impulsiva às vezes é completamente impossível, mas depois da maluquice, acordar e ver tudo ainda no mesmo lugar, só que mais bonito, é a sensação mais incrível que eu já experimentei.
Não faço idéia do que vai ser daqui pra frente... saudade e a cabeça cheia, mas deixa ser. Eu quero muito toda essa vontade sempre! (:
"Alegria é olhar pro teu sorriso e ter você sempre ao meu lado
Alegria é estar junto a você e poder ser o seu namorado..."
segunda-feira, outubro 13, 2008
Brainstorm.
A carta de idéias pras fotos do Facundo...
Porra, eu acho que vai ficar MUITO bacana, muito lindo!!! (:
Espero que dê certo!
sexta-feira, outubro 10, 2008
Diferente. Diferente?
Tudo me incomoda e incomoda as metades sérias do tal riso. Meu bom humor hoje é consequência de planos perfeitos e do meu cartão de crédito. Não se estende a sentimentos e detalhes tão simples.
Milhões de coisas pra fazer e eu nem me mexo, quero escrever, desenhar outras coisas, escutar música nova. Ainda não passou, mas eu vou dar um jeito... dormir um pouco mais.
"...eu quero ficar só! Estar contigo é ser metade.
Por aí há sempre algo divertido e veloz
Por que é que eu não meto o pé?
Por que é que isso me dói?"
Bajulações, modéstia a parte, eu não te devo.
Eu não sou mais criança, amor. E eu não to disposta a tudo.
Gostar de você não é uma questão de aguentar seus comentários deselegantes, ou seu grude insuportável... Que você consegue ser muito cansativo, eu já sei. (:
E, você acredita só se quiser, eu gosto de você com todos esses seus defeitinhos irritantes, não é uma opção. (:
Agora chega né? Porque enquanto você tenta me perder mais uma vez, eu só planejo coisas boas pra você.
Fica a dica.
"E me falou dos seus romances...
Que quando eu penso em aprontar, ela vai e apronta antes."
terça-feira, outubro 07, 2008
Tão contrário que já chega.
Mas se tá tudo mal, não tenho mais força pro teu silêncio. Acabou de acabar o tempo de me deixar pra lá.
Oitenta mil coisas pra fazer, mas já é suficiente saber que as coisas vão ser mais tranquilas quando esse ano acabar...
Quero mais tempo pra ver o tédio se ajeitar, menos fingir, mais tinta na parede, headphones.
segunda-feira, outubro 06, 2008
Sinceramente.
Por enquanto, vou continuar ouvindo cachorro grande e planejando surpresinhas no silêncio chato da segunda-feira. Porque, de fato, já sinto até fome, mas nenhuma vontade sair da cama. Dessa vez, preguiça.
Não dá pra dizer que tá tudo perfeito, mas ver o dia rolar um pouco mais do meu jeito já me anima.
E bom humor não combina comigo, mas nada do que tá rolando é assim, minha cara! (:
"Gostei do seu charme e do seu groove.
Gostei do jeito como rola com você.
Gostei do seu papo e do seu perfume.
Gostei do jeito como eu colo com você."
sábado, outubro 04, 2008
Notável.
Ahhh... nem vou me defender não! Não tá de todo errado mesmo e eu, fracassada que sou, acho tudo muito válido.
Mas preciso dizer que eu deixo claro que isso aqui é babaca, não faço questão de esconder esse tipo de fragilidade. Quem não tem com quem falar, fala pra si mesmo. Mas quem escreve assim, pra dentro, sabe que tudo que se entende além do óbvio é muito diferente do que a gente sente de verdade. Então, não concordo que meus sentimentos vão se esvair pela vulgaridade da internet e perder sua intensidade. Eu não me sinto transparecendo fracasso por conta disso, embora entenda esse ponto de vista.
E já que eu comecei a me defender mesmo... Poxa vida! Eu não sei quem lê isso aqui. Se eu escrevo qualquer coisa explicitamente direcionada, pois é, acontece. Que menina nunca teve um diário e escreveu uma carta pra ninguém?
Meu blog não é esse constante de lamurias e declarações de amor. Pode parecer, mas não é. Ele é meu... e tá aqui pra abrigar minhas palavrinhas mal colocadas, sejam elas angustiantes ou empolgantes. Que culpa, se é raro em mim querer perder os dias de sorriso procurando expressões?!
E olha eu sendo infantil e usando o blog como mediador de recados, sentimentos e desabafos outra vez!
Nada aqui é entre dois, agradeço.
Encontre a sua paz também, seja lá quem for. (:
"não procure compreender esse mosaico de palavras já surradas..."
Sei lá, pra você.

Dessa vez porque meus ânimos adolescentes pra essa nossa história já acabaram mesmo, mas eu ainda não sei se é mais seguro deixar pra lá ou fazer diferente, dar um jeito de te fazer ficar bem comigo.
Sei lá que droga de amor é esse, que nunca se encontra, só se machuca e nunca mais para... mas a última coisa que eu quero é ficar mal com você. Que eu tenha que falar do tempo, do trabalho chato que eu fiz na faculdade... mas eu preciso que você saiba de mim, preciso PODER dizer que eu amo você sem te machucar.
E eu amo... e eu não tenho a mínima intenção de fazer nada que vá te fazer sentir menos feliz, menos especial, menos apaixonante pra mim.
"when i wake you're, you're never there
and when i sleep you're, you're everywhere...
you're everywhere!"
quarta-feira, outubro 01, 2008
O que ia ser.
- Haha... Baby, a gente só vai no cinema.
- Você não precisa ir mulambento pro cinema, mas se você quiser, vai sozinho.
- Tá bom amor, eu me arrumo direitinho...
- O tênis que eu gosto...
- Blazer "quero ser cult" e suéter... Tudo bem, sou seu pinguinzinho nerd hoje.
- Te amo!
- Também, jajá to aí.
Ela tinha bom carater, era bonita como poucas, tinha bom gosto para roupas e seu perfume era sutil. E ela me dava tudo. E era um relacionamento saudável... desses que a gente nunca dá valor, pois falta sal.
Ele era atencioso, atento a tudo o tempo todo, e a buscava no colégio e adorava vê-la rir. E ele te dava amor. E era um relacionamento saudável... desses que a gente nunca dá valor, pois falta sal.
Mas o céu se abriu num sorriso branco quando outra surgiu no seu salto alto.
Mas o chão se abriu sob a nuvem negra quando outro surgiu de jaqueta preta.
E era um relacionamento saudável, mais um relacionamento saudável.
E era um relacionamento saudável... desses que nos deixam marcas pelo corpo todo.
(Rockz)
Draminha informal.
6:22h. Que formidável!
Acho que eu nunca mais vou dormir. Pelo menos não até ter algum motivo menos infeliz pra pensar quando eu deitar ou, sem floreios, até desmaiar de cansaço!
Essa semana internet tem sido uma das piores torturas, mas igualmente, o único jeito de não surtar. E lá fui eu atrás de livros, lápis, tv, telefone, qualquer coisa que me desse fôlego pra ter vontade de sair de cima dessa cama... É, não funcionou.
Então, eu ainda to aqui, esperando qualquer coisa extraordinária acontecer, ouvindo a mesma música de ontem, olhando a esmo pro frasco de perfume em cima da escrivaninha.
6:34h... demorei 12 minutos da vida fazendo mais um drama e ele ainda há de continuar. Meu Deus! Sou tão patética! (:
E o que eu quero pra hoje é o seguinte:
Pra começar, segurar essa mão e não falar com o Rudá, ele não quer falar comigo, tá bem claro que não! E aí eu podia não precisar me arrastar até o centro, podia não ter aula, mas eu tenho. Podia ter paciência e formatar meu pc, mas eu quero ver logo o desenho do Dan (e isso é uma das poucas coisas que eu acho que vão acontecer nessa listinha melancólica, então não vou me privar dessa alegriazinha, corta o formatar pc, hoje não). E só pra acabar, queria um milhão de dólares e dois mil pares de sapato, e isso por todos os dias da minha vidinha insensata.
Já são 6:59h (eu tive que levantar, fazer xixi e pegar café) e acho que por mais que eu esprema o resto de razão que ainda existe nessas duzentas horas sem dormir, tudo que eu disser vai ser repetitivo e dispensável.
Beijos, ninguém... a gente se vê mais tarde!
terça-feira, setembro 30, 2008
even with nothing to say.
Ouvindo Dallas Green, me torturando um pouquinho de propósito... pra sentir que o tempo não volta, ou só deixar correr o resto de choro que eu ainda guardei pra além do meu egoísmo.
E quase tudo é desastre dentro de mim... o que é feliz me afeta, o que é triste ma apavora. E as ternuras do meio termo às vezes funcionam, outras nem fazem falta.
Não sei o que eu to sentindo, se é só medo, se é euforia, se é tudo junto. To bem, to passada, desinteressada. To aqui de novo, tentando convencer a mim e ao blog indigente de que tudo isso é pro bem de alguma coisa maior, que é pra acabar com essa coisa doentia. Mas eu não vejo por onde... se ficar longe nunca resolveu nada até aqui.
Queria Brasília, queria só deitar no colo da minha mãe e ficar quietinha... e não precisar contar nada, nem ouvir, nem coisa nenhuma, só ficar. Depois olhar aquela varanda e desmontar em qualquer canto, sem mentir mais, sem voltar pra lugar nenhum.
"And I know its not to get away from me
You just need a change of scenery...
...And when you ask do you love me
And I should reply with yes most certainly
And I always hesitate there’s something lingering
And I will try harder to be all that I can be
These words might be too little too late
And I’m afraid that I have already lost you now..."
Cause you're my everything even with nothing to say.
segunda-feira, setembro 29, 2008
Dia de pensar no blog. -Q
Ora essa! Eu acho esse blog a coisa mais babaca que eu faço na vida (além de falar putaria abertamente no orkut, estudar moda, comprar cílios postiços e me achar o máximo de topete)! Antes, bem antes, ainda rolava um objetivo pra isso aqui... Contos, comunicação metafórica, confissões baratas... Mas eu apaguei os contos, arranjei quem comprasse minhas confissões e ainda assim adoro escrever num blog que ninguém lê! E lá vai toda essa lenga-lenga... falar de amor, de coisa nenhuma, de ser a 'senhora cabeça de batata' do momento. Faço essas coisas ouvindo n'sync... que tipo de pessoa ouve n'sync e descobre que a musica diz tudo que você precisava dizer?
"You confessed your love, and dying devotion.
I confessed my need to be free.
And now I'm left with all this pain
I've only got my self to blame."
Só eu. A criatura patética que relê declarações pra se sentir menos ordinária, que escreve pro vento, que odeia tomate!
Nossa... eu nem odeio tomate!
Mas quem liga? Eu to com dor de cabeça, tomei remédio. Não durmo, penso no cara errado, vou refazendo as coisas e descobrindo que errada sou eu... E blow! Vai pro blog indigente outra vez, fazer companhia pra minha solidão infame.
sexta-feira, setembro 26, 2008
My glory box.
E o seco do tempo, o relevo dos traços, nada de mais. Eu vim aqui pra desfazer suas malas pra sempre.
Besteira qualquer, eu choro é mais!
A vida inteira a gente acha que é maduro de mais pedir perdão... e aos 14, aos 15, aos 16 a intensidade adolescente de tudo que se descobre é, talvez, a maior chave pra entender que não existe um ponto em que tudo é claro.
Não me atrevo a dizer que não vou repetir meus erros. Eu sou tão novinha, tão impressionável, tão convencida de toda essa arrogância! Mas eu só vivo o que é meu, e acho sim que dói mais em mim, por que não?
De amar por amar, e sofrer, eu também sofri... A diferença tá em se frustrar, ou sentir tudo que se tem pra sentir. E é só isso que te incomoda tanto... porque eu não deixei de dizer, de chorar, de deixar o mundo de lado. Eu nunca fingi, nem me escondi nas diferenças por medo de descobrir um motivo ainda melhor pra amar!
Só que eu não tenho mais 16 anos, nem o direito de esquecer da vida pra me apaixonar. Eu to "sozinha", do lado de lá da segurança... e ouvir os estalos do ego alheio não me ajuda a ser melhor.
Dane-se a sua visão estúpida do que é indiferença! Dane-se seu jeito impecável de não me enxergar além do seu sofrimento...
Meu amor, não sou tão paciente assim!
quinta-feira, setembro 25, 2008
Não tem.
Eu decido de uma hora pra outra que detesto isso, que sinto culpa daquilo, que aquele cara me faria feliz, que aquela música tem a ver com o olhar do sábado passado... E eu me enterro nos erros sabendo que é assim, mas sem saber se isso é só babaquice ou falta de zelo. Porque eu não entendo de não ser e me acabo nos arrependimentos possíveis, mas de fingir eu entendo. Pôr a perder coisas incríveis por medo e orgulho é o pior dos meus defeitos mesquinhos. Então, talvez eu fique com a babaquice, já que cuidado comigo eu nunca tive. Nessa sequência de sexo por sexo, paixão por falta de paixão ou muito menos (só álcool), quem é que vai ligar pra quem nunca sentiu nada além de tédio e, uh!, fascínio?
Eu não to nem aí...
Crescer faz a gente aprender que pouca coisa é melhor que ser amado, e o que me tortura é ter tido tão pouca maturidade pra lidar com isso.
sexta-feira, setembro 12, 2008
Só não quero esperar.
Correu e deixou, que é pra ser como for, sem essa pressa doente.
Parei e deixei, que é pra simplicidade ser só trapo e a palavra cair da boca, quebrar os vidros.
Ontem, no início, naquilo, eu fui só ela. Eu fui solidão e dei amor. Vim. Nada de mal.
Mais tarde, quando choveu, abriu o tempo e eu esqueci. Não dei amor, nem tive amor. Nada de mais.
Aqui, tocou "Mais Tarde", eu duvidei e me escondi. "Acho normal..."
Então tanto faz se eu desistir, porque ele se conformou com a possibilidade e eu com o mais tarde. Afinal, gostar de Los Hermanos é sempre além do que eu posso segurar.
Saudade de ver o amor se abobar o tempo todo.
Depois de amanhã tem Móveis...
Que saudade de casa!
quinta-feira, setembro 04, 2008
Aquele chá de abu...
Tudo que eu deixei e arrisquei, toda a incerteza e o desespero desconexo... foi.Entre mil e duas razões, outro passo, preferências, diferenças... mas eu só te vejo crescer e fico pra te ouvir dizer tudo que eu já sei, mas não posso amenizar.
E tem aquele sorriso raro, aquela miniatura de querer que aparece de vez em quando.
Não por mais... porque...
Ele não prefere os clichés, se parece tanto e tão pouco comigo... sabe parecer que não e transparecer sim. Pelo medo, pelo toque.
Não vou embora. E se for, vou só pra explicar que tudo bem ele ficar... Toma um café, tem cigarro no armário, eu já volto. Te adoro!
"pra te curar da tosse e do chulé..."
sábado, agosto 23, 2008
My feelings show.
quinta-feira, agosto 21, 2008
"pra eu poder voltar ao início."

Acho que cansei de ser a "multitemática" Juliana da moda, da música, do blog, das pranchas, das fotos, do amor bossa nova. Não tenho me dedicado nem ao egoísomo mínimo do dia-a-dia, ser mais que um pontinho no infinito, por hoje, não me interessa.
"Should it be, give it me, I can see, that would be nice!"
domingo, agosto 10, 2008
The right time to say goodbye!

E aí, no meio de uma crise existencial feito essa, faltando 6 episódios pro fim da segunda temporada de The O.C., eu percebi que o grande erro foi me importar de mais com as diferenças. Além de alimentar defeitos, procurar uma sincronia que não existe é a grande razão de nada ter sido perfeito como devia ser.
Nunca vou ser pequena e fútil como você, mas adoro ser o que você não pode explicar e já que não posso evitar toda essa "conexão", só quero que você não veja isso aqui e siga com a sua vida e seu ego gigantesco. Sempre vou lembrar do que foi lindo e do que foi real pra mim, mas agora estou matando você dentro de mim! E isso PRECISOU soar brega e infantil, porque não é uma metáfora ou outro eufemismo sobre sentimentos errados. You're dead!
segunda-feira, agosto 04, 2008
Mais ironia na leitura, obrigada!

Sonhei. Não dá pra confiar nesses "elixrs" do sono perfeito. Então, beijos pras consequências 'duper-nerds' dessa prezepada toda! E vamos pensar na gracinha que é o amor!
Eu voltei de Brasília perturbada, achei que podia chegar, esperar meia dúzia de dias e decidir ser feliz pra sempre, ou ficar cada dia mais rabugenta, o que também não seria de todo infeliz, já que isso desculparia toda a minha falta de jeito. Mas a vida, a vida é uma caixinha de surpresas! E eu, que de persistente só tenho a humana vontade de não querer muitas surpresas, tive a boa sorte de encontrar, quando não quis mais procurar, um bom motivo pra desvirtuar opções, desmanchar as malas, arrumar o quarto.
E agora, já não podendo esconder o carão confuso, já não tendo como explicar tanto riso, não fugindo do descontrole... eu ouço clichés.
Colho as diferenças numa boa e não lembro quando foi que eu decidi deixar isso acontecer, mas deixei.
domingo, agosto 03, 2008
Admito!

Meus longos dezenove anos, tão gastos, tão cansados de tanta pós-modernidade, não sei se querem mais um ponto de "quase-tudo e quase-nada", outra saudade pra reinventar. Admito que tanta coragem não é saudável, mas se não for assim, tudo vai ser sempre hipotéticamente perfeito, hipotéticamente lindo, hipotéticamente só.
sexta-feira, agosto 01, 2008
Flakes of this echo.

As mudanças são completas por aqui... e eu ainda me sinto assim, em transição, como se isso não fosse parar nunca, como se estabilidade fosse outra história.Hoje é sexta feira, meu dia preferido da semana, meu escape de alegria nesse fim de mundo.
Então, Avril, Incubus, The OC... Tudo tão 2004! Tudo tão cheio de promessas que nunca sairam dali... E dói de um jeito estranho olhar pra trás, perceber enfim, que quase toda a graça fica na inocência, e que a gente nem queria ser tão "gente grande" assim.
Ps: Só pra constar, eu morro junto com a Marissa na terceira temporada, beijos!
terça-feira, julho 29, 2008
Curta metragem.
Eu escolhi isso tudo, crescer demais, fugir de qualquer coisa e estar aqui, onde tudo me faz tão mal quanto faz bem, onde o "voltar" é mais longe e o "querer" é menos denso.
E agora que a coragem me deixou sozinha, eu só existo pra essa fraqueza, que de algum jeito é serena, e deixa estar toda a paixão, porque essa ainda se sustenta sem mim, aqui ou lá.
SAUDADE.
sábado, julho 26, 2008
Lazy.

Tudo bem se eu tivesse a devida sorte e disposição pra pôr tudo no lugar, mas Deus sabe que essa alegria sem nome é só preguiça. E embora o relógio não pare de dizer que eu to errada, ainda dá tempo de acordar e ver a cara do dia. Não vou reclamar!
quinta-feira, julho 24, 2008
Tocou, Perguntou, Morreu!
Essa cidade me irrita, minhas contas me estressam, a faculdade não compensa, o tempo não dá!!!
DETESTO HUMIDADE! ODEIO JULHO!
sábado, julho 12, 2008
Eufemismo, beijos.
Um dia eu aprendo a julgar esses encantos, planos sem pé nem cabeça pra deixar tudo assim, empoeirado, empoeirando.
"Pode crer que tudo vai dar certo."
quarta-feira, julho 09, 2008
Pausa pra um ponto de vista.

Pseudo? Intelectual? Há alguns anos um cara intelectual, culto, era só experiente, sabido, lido, visto (como diria nossa tão citada e querida Fábia). Hoje, um cara intectual, culto, é... o cara que ganhou o Nobel da Ciência? O Marcelo Camelo? O Chico Buarque?
KKKKKKKKK... Eu aposto no Chico, mas ele é um gênio ultrapassado (com todo respeito!), o Camelo tem preguiça, tá na cara dele... Mas o cara do Nobel? Meu intelecto cliché ultrapassado não consegue admitir que ele saiba o que é sexo.
Então... nada de cultura e intelectualide pra nós, seres contemporâneos! Vamos ser inteligentes, porém, nerds ou doidões de mais. Vamos ser cultos, porém, presunçosos e burros.
Tenha dó!
Se eu acho que ler Dostoievski é bacana, independente da 'física do petrefiolismo' que existe nisso, se eu escuto música francesa e acho legal, mesmo sem entender nada, se eu discuto política e falo um monte de coisa que eu não sei, mas defendo meu ponto de vista, então eu não sou 'pseudo' nada. Eu só prefiro não me aprofundar no Calypsooooooo, mas isso também não exclui minha ansiedade pelo último livro do Harry Potter!
Sobre o ontem.

Eu começo diários e não sou do tipo que escreve uma vez só, sempre adorei escrever e me sentir patética depois de um tempo... Mas paro quando tudo começa a acontecer demais. Setembro, Outubro é o limite.Esse ano eu resolvi desorganizar meus dias. Não comprei uma agenda, não prestei muita atenção nos fotologs, nem lembrava do blog. Ontem, quando cheguei em casa lembrei da gaveta dos diários, é claro que eu levei tudo comigo quando mudei, afinal, mesmo as aventuras adolescentes mais babacas têm uma pimenta a mais naquelas páginas e é... LITERAL de mais pra ser visto por qualquer um. Enfim, eu lembrei da gaveta e sabia que tava vazia, mas fui mexer, e não estaria escrevendo tanto assim se não tivesse achado nada lá.
Encontrei um brinco perdido, sem par, e um papelzinho dobrado, que ficou meio preso na divisória de madeira:
"Acordei com o cheiro do café, uma dor de cabeça inexplicável, um enjoo bem plausível. Ainda acho que não faz sentido, mas preciso ver um filme e cortar o cabelo. Não consegui levantar e pegar a agenda a tempo de não perder as palavras soltas do sonho de agora pouco, mas sei que meu telefone tá no carro e que nem quero ver que horas são. CEDO DE MAIS!" (23/03/2006)
E fica a dica: http://photo.fotolog.com/archive?v=day&month=3&year=2006&day=23, porque eu posso precisar de mais pra me explicar.
A véspera disso tudo foi 22, óbvio. Mas foi um 22 mais complicado, o 22 do Pedro. Gente, eu acho que já nasci com saudade dos tempos de barriga, naturalmente nostálgica. Esses achados do além me fizeram reler o fotolog quase inteiro e eu dei tanta risada e chorei e deu saudade... muita saudade daqui!!
Eu to bem por lá, eu não sou a mesma menina do reggae que não passava um dia sem ver o Sol nascer, mas não perdi nada do que era bom. Tudo que ficou pra mim continua ao alcance e se era importante, teve a devida atenção. Só que não dá pra ver essas coisas e não querer mais tempo pra viver de novo e muito mais.
Sobre a data, sobre o que foi esse tempo, eu só sei que tudo se desmanchou sem eu sentir mesmo... A gente passava horas sem querer parar de falar, madrugadas inteiras, e passou. Virou esquema, virou fofoca, misturou, acabou. Às vezes acho que devo desculpas, às vezes nem quero achar nada, mas acho triste porque era uma coisa bonita antes de começar a não ser nada.
segunda-feira, julho 07, 2008
Nota.
E eu que tanto quis aproveitar, ficar, não sei se quero mais, não sei se aguento.
Hoje foi um dia forte.
domingo, julho 06, 2008
Pomme D'amour

03:03h da manhã... Eu gosto de pares. Mas hoje a variedade incomum do meu humor nem me fez pensar nessas simpatias "petrefiolísticas" da vida... Em outras palavras, danem-se as superstições!
Cheguei agora de uma dessas festas felizes e perturbadoras... Junina. E tinha uma banda tocando algo bom, achei digno. Tinha cerveja, bebi duas. O MUNDO era comestível, quis uma maçã do amor, e me arrependi.
Um ser encantado me disse:
"É preciso amar...
Pra morder uma maçã do amor!"
E eu que nunca amei a ninguém, pude então enfim entender o Amarante... e faço minhas as palavras de Noel Rosa:
Sou obrigado a confessar que amo alguém
Chorei quando ela deu a despedida
Ela me vendo a chorar chorou também
Meu Deus, faça de mim o que quiser
Mas não me faça perder o amor desta mulher
Na estação, na hora de partir o trem
Ela me vendo a chorar chorou também
Depois fiquei olhando a janela
Até sumir numa curva o lenço dela
Se meu amor não regressar, irei também
À estação na hora de partir o trem
E nunca mais assisto uma partida
Pra não lembrar mais daquela despedida."
sexta-feira, julho 04, 2008
Não gosto de nada nem lugar nenhum (fazendo a rabugenta).

Pensei que já era hora de apagar as blasfemas desse blog. Agora faz mais sentido ele ser só meu, mas não dá pra conviver com tanta auto-suficiência-furada. Quanto drama, quanto choro, quanta infância pós-moderna... Cruz-credo!
E essa de desabafo também é só desculpa pra me achar o suprasumo da delícia do integral... Tenho bons amigos, graças a Deus (ou não)!
Enfim... A insônia infelizmente não é floreio e eu preciso de ocupação, antes que toda a anorexia e bulimia do mundo me sensibilize. Escrever é um saco, mas é a melhor das atividades ultraconceituais pra uma noite de tédio, ansiedade e coca-cola com café (Damn, I want a cigarette!).
Bem, eu tenho sapatos novos, tenho uma pilha de roupas com etiqueta pendurada e uma grana pra comer sushi no fim de semana, mas ainda acho que não nasci com toda essa disposição e futilidade à flor da pele. Por aqui o povo gosta de um som escandaloso, de umas festas desnecessárias, de gastar aquilo que não tem... Eu só quero não precisar ficar e ir no Móveis semana que vem. E quem é mais sentimental que eu??
Não to insensível, to realista.

