quarta-feira, julho 09, 2008

Sobre o ontem.


Eu começo diários e não sou do tipo que escreve uma vez só, sempre adorei escrever e me sentir patética depois de um tempo... Mas paro quando tudo começa a acontecer demais. Setembro, Outubro é o limite.Esse ano eu resolvi desorganizar meus dias. Não comprei uma agenda, não prestei muita atenção nos fotologs, nem lembrava do blog. Ontem, quando cheguei em casa lembrei da gaveta dos diários, é claro que eu levei tudo comigo quando mudei, afinal, mesmo as aventuras adolescentes mais babacas têm uma pimenta a mais naquelas páginas e é... LITERAL de mais pra ser visto por qualquer um. Enfim, eu lembrei da gaveta e sabia que tava vazia, mas fui mexer, e não estaria escrevendo tanto assim se não tivesse achado nada lá.
Encontrei um brinco perdido, sem par, e um papelzinho dobrado, que ficou meio preso na divisória de madeira:
"Acordei com o cheiro do café, uma dor de cabeça inexplicável, um enjoo bem plausível. Ainda acho que não faz sentido, mas preciso ver um filme e cortar o cabelo. Não consegui levantar e pegar a agenda a tempo de não perder as palavras soltas do sonho de agora pouco, mas sei que meu telefone tá no carro e que nem quero ver que horas são. CEDO DE MAIS!" (23/03/2006)
E fica a dica: http://photo.fotolog.com/archive?v=day&month=3&year=2006&day=23, porque eu posso precisar de mais pra me explicar.
A véspera disso tudo foi 22, óbvio. Mas foi um 22 mais complicado, o 22 do Pedro. Gente, eu acho que já nasci com saudade dos tempos de barriga, naturalmente nostálgica. Esses achados do além me fizeram reler o fotolog quase inteiro e eu dei tanta risada e chorei e deu saudade... muita saudade daqui!!
Eu to bem por lá, eu não sou a mesma menina do reggae que não passava um dia sem ver o Sol nascer, mas não perdi nada do que era bom. Tudo que ficou pra mim continua ao alcance e se era importante, teve a devida atenção. Só que não dá pra ver essas coisas e não querer mais tempo pra viver de novo e muito mais.
Sobre a data, sobre o que foi esse tempo, eu só sei que tudo se desmanchou sem eu sentir mesmo... A gente passava horas sem querer parar de falar, madrugadas inteiras, e passou. Virou esquema, virou fofoca, misturou, acabou. Às vezes acho que devo desculpas, às vezes nem quero achar nada, mas acho triste porque era uma coisa bonita antes de começar a não ser nada.

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