sábado, dezembro 27, 2008

Nove é ímpar.

Eu tinha resolvido não escrever tão cedo aqui, mas meu humor e tudo mais que pode oscilar em mim anda uma loucura.
Um dia desses parei pra ler tudo que eu postei aqui esse ano, me arrependi um bocado de ter apagado os contos e percebi que tenho sido cada vez mais rasa tanto com todo o sentimento, quanto com as bobagens. Aí aparece um cara no meu orkut chamado "Eric Laffitte"... é! A primeira coisa que me veio a cabeça foi "que loucura!", a segunda foi uma brincadeira que o Pedro fez comigo 3 anos atrás. Eu tinha que escrever 104 palavras com 'i' e eu era 3 delas.
Como quase todas as bobagens desse tempo, essa me fez chorar e passar o dia nostálgica, ouvindo Ben Harper, relendo coisas que nem eu entendo mais.
É que eu sinto falta de ser menos responsável e mais espontânea, mais divertida e menos rabugenta. Tenho saudade acordar todo dia pra ver o Sol nascer, de aprontar minha gama de metáforas bobas, de ter uma estrela de inverno que chamava Terra "porque eu era de outro planeta"... de ter uma pureza que eu não tenho mais.
Esse ano, com exceção de ter conhecido algumas pessoas incríveis (destaque pra Day, que foi quem me salvou de todos os surtos possíveis e pro meu namorado, que é a coisa que mais vale a pena na minha vida), eu posso dizer que foi o ano mais triste, mais sozinho, mais pesado. Não só por sair de casa, me afastar de alguns amigos, me frustrar com a faculdade... eu passei o ano reclamando e fazendo nada a respeito de nada, só envelhecendo e justificando o ruim com o péssimo.
"Credo em forca!" Haha...
Por essas e outras, por ter me tornado incapaz de ir até a varanda olhar o dia mesmo não dormindo antes dele nascer, eu sinto falta da Mirella e daqueles 3 is.
Espero então, que o ano que vem seja mais calmo, que eu viva mais, que eu tenha fôlego pra todas as surpresas do número 9!

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