Eu só vejo felicidade... Nos cantos, nos montes de roupas malucas, no tapete de pétalas sintéticas, na voz diferente que faz o coração querer rasgar o corpo e tudo mais que envolve o outro.
Eu só enxergo o primeiro sorriso, só me justifico pela primeira frase e me corrijo pelo encanto e o desespero que se amarraram pela falta de pergunta, pela dúvida tirada na marra. Eu te amo.
Só me sustento pelo jejum do dia seguinte, pela urgência do corpo, por ter a resposta perfeita. Meu amor.
Eu só vejo felicidade... Nos meus sapatos, nas coisas que vieram junto, na falta de importância do que eu guardei.
Eu não compreendo planos, não consigo mais deixar a mágoa ser minha. Eu só vejo felicidade... Em todo esse sentir, em estar pronta pra fugir, em saber o que existe e não tem fim... tentar prever, imaginar como, adivinhar quando vai ser a próxima notícia boba de nós dois.
"Falando absurdos, pontuando títulos..." (:
terça-feira, março 30, 2010
sábado, março 20, 2010
Elas tinham dono
Feitas do que o corpo dizia, feitas do derramável, do que só eu sei.
Boas, muitas. Redações públicas dos sextos, elas eram minhas, presentes pra quem não podia aceitar. E diziam sim em todas as letras, com rabiscos, com cores, fotografia ou gelo de maçã. Eram bêbadas, insônes, frouxas, arrastadas no gosto pela dor. E ele dizia mais, conhecia todas melhor que eu e o significado da enrolação e a liberdade da simplicidade.
Nós tínhamos planetas estranhos, nos casaríamos na infância com o ciúme, esperando os outros amores.
Mudei de assunto... Eram elas, era ele, elas tinham dono.
Elas tinham corpo, razão de ser sem lamentar de verdade. Lágrimas mentirosas, contadas só no papel. Não, eu não chorava tanto assim. Era drama, era era enfeite, cortejo.
Elas acabaram, mas voltam e vão pra provocar. Eu quero isso de volta, quero o desleixo da solidão.
Boas, muitas. Redações públicas dos sextos, elas eram minhas, presentes pra quem não podia aceitar. E diziam sim em todas as letras, com rabiscos, com cores, fotografia ou gelo de maçã. Eram bêbadas, insônes, frouxas, arrastadas no gosto pela dor. E ele dizia mais, conhecia todas melhor que eu e o significado da enrolação e a liberdade da simplicidade.
Nós tínhamos planetas estranhos, nos casaríamos na infância com o ciúme, esperando os outros amores.
Mudei de assunto... Eram elas, era ele, elas tinham dono.
Elas tinham corpo, razão de ser sem lamentar de verdade. Lágrimas mentirosas, contadas só no papel. Não, eu não chorava tanto assim. Era drama, era era enfeite, cortejo.
Elas acabaram, mas voltam e vão pra provocar. Eu quero isso de volta, quero o desleixo da solidão.
sábado, janeiro 02, 2010
Vê se me entorta
Eu gosto dessa cara de sono, dos olhos fundos, cansados, que imploram. Eu gosto do sorriso torto, do desespero pra me convencer. Bico, língua, tudo de uma vez.
Ah, esse charme do que não convence!
Eu acredito em outras coisas. Nas extremidades, no que o corpo sente, nos sobrenomes italianos, na singularidade dos cheiros. Eu acredito nos ruivos e nas revoluções momentâneas de espírito. Acredito porque acontece muito comigo.
Eu tenho planos com o óbvio, quero paredes muito brancas.
Ah, esse charme do que não convence!
Eu acredito em outras coisas. Nas extremidades, no que o corpo sente, nos sobrenomes italianos, na singularidade dos cheiros. Eu acredito nos ruivos e nas revoluções momentâneas de espírito. Acredito porque acontece muito comigo.
Eu tenho planos com o óbvio, quero paredes muito brancas.
sábado, novembro 28, 2009
28.
Eu não tenho mais o que remoer, além do que eu não entendo, o que ficou é sereno.
Dói porque é saudade, dói porque agora me lembro do último beijo e era melhor não lembrar. Dói porque tem que doer.
Hoje eu preciso arrumar meu quarto, me livrar de vez do que machuca. Tentar.
Dói porque é saudade, dói porque agora me lembro do último beijo e era melhor não lembrar. Dói porque tem que doer.
Hoje eu preciso arrumar meu quarto, me livrar de vez do que machuca. Tentar.
Perdida na minha bagunça, em toda ela. Cada minuto me trás um sentimento diferente, cada nota é um pulso, uma conclusão, um desejo novo.
Desde domingo tenho usado o twitter pra expor meus extremos sentimentais. Hoje o que eu tenho a dizer é tão pouco, que não rende uma frase decente. Deixo as músicas esclarecerem essas sensações que só interessam a mim, mas que insisto em divulgar. Patético.
Mas agora é isso. Agora somos eu e minhas carências patéticas, eu e meu amor não mais correspondido e patético, eu e meus planos possíveis e impossíveis e patéticos.
Agora somos eu e o medo. Eu, que não aceito sugestões e quero respostas. Eu, que perdi a fé numa dessas poucas certezas que a gente tem.
Ele me diz pra ter cuidado e eu vou, é claro que vou. Não tenho mais o sorriso que me mantinha de pé, não tenho mais nada. Não tenho nem a palavra insistente que fazia disso um amor.
Ontem eu tinha a palavra, ontem eu tinha a certeza, a clareza das coisas. Hoje eu acordei com meu amor de volta, com o um sorriso no rosto, e vou dormir incrédula, sem vontade, sem nada.
E me deixa! Me larga nos meus dramas! Porque antes fosse o tempo, antes fosse qualquer coisa.
Eu tenho direito de me lamentar, eu tenho direito de jogar fora esse tempo que não passa.
Desde domingo tenho usado o twitter pra expor meus extremos sentimentais. Hoje o que eu tenho a dizer é tão pouco, que não rende uma frase decente. Deixo as músicas esclarecerem essas sensações que só interessam a mim, mas que insisto em divulgar. Patético.
Mas agora é isso. Agora somos eu e minhas carências patéticas, eu e meu amor não mais correspondido e patético, eu e meus planos possíveis e impossíveis e patéticos.
Agora somos eu e o medo. Eu, que não aceito sugestões e quero respostas. Eu, que perdi a fé numa dessas poucas certezas que a gente tem.
Ele me diz pra ter cuidado e eu vou, é claro que vou. Não tenho mais o sorriso que me mantinha de pé, não tenho mais nada. Não tenho nem a palavra insistente que fazia disso um amor.
Ontem eu tinha a palavra, ontem eu tinha a certeza, a clareza das coisas. Hoje eu acordei com meu amor de volta, com o um sorriso no rosto, e vou dormir incrédula, sem vontade, sem nada.
E me deixa! Me larga nos meus dramas! Porque antes fosse o tempo, antes fosse qualquer coisa.
Eu tenho direito de me lamentar, eu tenho direito de jogar fora esse tempo que não passa.
segunda-feira, novembro 23, 2009
Acabou
Não consigo chorar. Meu coração grita, mas meu corpo simplesmente não reage.
Eu sinto a dor que tudo isso traz, eu sinto esse medo do definitivo, eu sinto pena de certas necessidades alheias. Eu sinto um pouco de nojo, e a diferença do que foi amor com esse sentimento escroto que roubou meus últimos meses.
Eu não me lembro do ultimo beijo. Eu não consigo sentir raiva.
Acabou... E as mentiras acompanham o fim, porque é mais fácil acreditar na própria mentira, que assumir a culpa, que expor as falhas.
Mas se eu não sou alguma coisa nessa vida, é covarde. E cega e burra também nunca fui, só ingênua de achar que as brigas e o perdão serviam de remendo pro caráter dele. Que pena.
Acabou.
Eu sinto a dor que tudo isso traz, eu sinto esse medo do definitivo, eu sinto pena de certas necessidades alheias. Eu sinto um pouco de nojo, e a diferença do que foi amor com esse sentimento escroto que roubou meus últimos meses.
Eu não me lembro do ultimo beijo. Eu não consigo sentir raiva.
Acabou... E as mentiras acompanham o fim, porque é mais fácil acreditar na própria mentira, que assumir a culpa, que expor as falhas.
Mas se eu não sou alguma coisa nessa vida, é covarde. E cega e burra também nunca fui, só ingênua de achar que as brigas e o perdão serviam de remendo pro caráter dele. Que pena.
Acabou.
quarta-feira, novembro 11, 2009
De onde vem a calma
Eu to bem. Satisfeita, sozinha, em silêncio e pronta pra escrever pela primeira vez em muito tempo.
Sinto falta daqui... fico triste quando passo muito tempo sem escrever nada que sirva, ou que seja adaptável pra cá.
Isso aqui é feito dos meus excessos. E quando voltei a escrever, depois de apagar os contos, eu queria isso... poder jogar fora os carinhos e as mágoas que transbordassem.
Pois bem, inúmeros assuntos me rodearam nessa minha semana de férias psicológicas. Mas não posso dizer o rumo que esse texto vai tomar.
Comecemos pelo xampu. ..
Comprei um xampu novo ontem, um que deve lembrar a infância de um monte de gente, mas lembra minha adolescência. Aquela primeira pior fase da minha vida.
Não quero parecer tão superficial desde cedo, então se não posso falar dos problemas reais, também não vou falar dos problemas floridos. Fica dito, apenas, que foi a primeira pior fase.
Mesmo assim tinha o Doutor André, a Doutora Marta e meu primeiro suspiro de determinação. Eu usava madeira e cobre e eu era muito feliz. Eu sorria, eu era bonita, fotogênica, inspirada. E eu tinha cheiro de camomila... aquele do xampu.
Depois mudaram os perfumes, duas vezes, e tenho vontade de comprar esses outros xampus só pra ter a sensação de ser aquela menina que eu gostava de ser.
A segunda pior fase veio no fim da então adolescência. Pouca gente sabe, mas quando me mudei, vim com todas as mágoas possíveis. Amizades arrasadas, amores nulos, meio sem me despedir. Mas aí, aqui já era uma terceira fase.
Absolutamente TUDO mudou quando eu saí de casa. Parece óbvio, mas é um pouco mais complexo do que a gente imagina.
Aí eu conheci o Jorge... Quando eu achava que ia ficar sozinha pra sempre, porque nesse lugar ninguém combinava comigo. Quando, pela primeira vez na vida, eu não amava ninguém.
E foi fácil me apaixonar, porque ele era perfeito e gostava de vinho e entendia de sapatos e tinha aquele sorriso... e me olhava de um jeito que me deixava tonta.
Isso mais dois detalhes e eu to aqui... e não é pra dizer que essa é uma sexta ou sétima pior fase da minha vida.
Porque eu nunca estive tão frágil, tão cansada e tão perdida... mas ele ainda tem aquele sorriso.
Sinto falta daqui... fico triste quando passo muito tempo sem escrever nada que sirva, ou que seja adaptável pra cá.
Isso aqui é feito dos meus excessos. E quando voltei a escrever, depois de apagar os contos, eu queria isso... poder jogar fora os carinhos e as mágoas que transbordassem.
Pois bem, inúmeros assuntos me rodearam nessa minha semana de férias psicológicas. Mas não posso dizer o rumo que esse texto vai tomar.
Comecemos pelo xampu. ..
Comprei um xampu novo ontem, um que deve lembrar a infância de um monte de gente, mas lembra minha adolescência. Aquela primeira pior fase da minha vida.
Não quero parecer tão superficial desde cedo, então se não posso falar dos problemas reais, também não vou falar dos problemas floridos. Fica dito, apenas, que foi a primeira pior fase.
Mesmo assim tinha o Doutor André, a Doutora Marta e meu primeiro suspiro de determinação. Eu usava madeira e cobre e eu era muito feliz. Eu sorria, eu era bonita, fotogênica, inspirada. E eu tinha cheiro de camomila... aquele do xampu.
Depois mudaram os perfumes, duas vezes, e tenho vontade de comprar esses outros xampus só pra ter a sensação de ser aquela menina que eu gostava de ser.
A segunda pior fase veio no fim da então adolescência. Pouca gente sabe, mas quando me mudei, vim com todas as mágoas possíveis. Amizades arrasadas, amores nulos, meio sem me despedir. Mas aí, aqui já era uma terceira fase.
Absolutamente TUDO mudou quando eu saí de casa. Parece óbvio, mas é um pouco mais complexo do que a gente imagina.
Aí eu conheci o Jorge... Quando eu achava que ia ficar sozinha pra sempre, porque nesse lugar ninguém combinava comigo. Quando, pela primeira vez na vida, eu não amava ninguém.
E foi fácil me apaixonar, porque ele era perfeito e gostava de vinho e entendia de sapatos e tinha aquele sorriso... e me olhava de um jeito que me deixava tonta.
Isso mais dois detalhes e eu to aqui... e não é pra dizer que essa é uma sexta ou sétima pior fase da minha vida.
Porque eu nunca estive tão frágil, tão cansada e tão perdida... mas ele ainda tem aquele sorriso.
quarta-feira, outubro 28, 2009
Tempo e falta.
Mais um discurso sobre amor. Meus amigos acham que me justifico demais por ele. Meu corpo concorda e quase pede ajuda pra abrir a geladeira, pensar, beber água pra agradar o estômago. Eu, com essa minha consciência fraca, só lembro que ainda tenho uma vida acadêmica pra por em dia, uma hora no salão, um resto de tudo que me espera pra fazer funcionar... sozinha.
Mas hoje eu posso dormir tranquila até as dez, e quando acordar posso fazer tudo que a agenda diz sem me preocupar, porque também planejei os possíveis atrasos, calculei o tempo nas filas, deixei o espaço do imprevisto.
Ainda bem que eu não durmo, porque dessas horas que reservo pro sono é que tiro tempo pra organizar tudo isso. E eu sei bem, sem esses meus desabafos escandalosos os relógios parecem esquecer suas funções.
Calendários, listas, lembretes multicoloridos... Até a saudade tem hora pra vir e ir e a única sensação que não evito, porque não posso, é o cansaço.
A semana passada deixou muitos pontos pra mim. Propostas pessoais, conclusões pra lá de complicadas e certezas tristes demais.
Sabe, ser esse poço de emoção tem desvantagens bem piores que esses impulsos visíveis. Deixar qualquer sentimento pra trás, pra mim, é quase sempre como desistir de um pedaço do que eu sou. Bem mais dramático e violento que pra maioria das pessoas. E as dores, claro, demoram muito mais pra ir.
Quando eu era mais nova e, acredite, mais lúcida, podia me dar ao luxo desse charme. Agora as fragilidades vão tão além desses exageros... Mesmo assim, já mudei demais pra deixar qualquer razão ser maior que isso.
Mas hoje eu posso dormir tranquila até as dez, e quando acordar posso fazer tudo que a agenda diz sem me preocupar, porque também planejei os possíveis atrasos, calculei o tempo nas filas, deixei o espaço do imprevisto.
Ainda bem que eu não durmo, porque dessas horas que reservo pro sono é que tiro tempo pra organizar tudo isso. E eu sei bem, sem esses meus desabafos escandalosos os relógios parecem esquecer suas funções.
Calendários, listas, lembretes multicoloridos... Até a saudade tem hora pra vir e ir e a única sensação que não evito, porque não posso, é o cansaço.
A semana passada deixou muitos pontos pra mim. Propostas pessoais, conclusões pra lá de complicadas e certezas tristes demais.
Sabe, ser esse poço de emoção tem desvantagens bem piores que esses impulsos visíveis. Deixar qualquer sentimento pra trás, pra mim, é quase sempre como desistir de um pedaço do que eu sou. Bem mais dramático e violento que pra maioria das pessoas. E as dores, claro, demoram muito mais pra ir.
Quando eu era mais nova e, acredite, mais lúcida, podia me dar ao luxo desse charme. Agora as fragilidades vão tão além desses exageros... Mesmo assim, já mudei demais pra deixar qualquer razão ser maior que isso.
terça-feira, setembro 29, 2009
Que complicado!
Pra falar a verdade, no estado que eu ando, é difícil ser melhor companhia que um peixe.
Eu escuto Luiza Possi, Los Hermanos e Mombojó e acho todo o resto um saco e faço cara de pato pra tudo.
Difícil escrever alguma coisa bacana assim, sem paciência pra fazer a interessante. Então vou me aproveitar daqueles 19 anos que eu tive e postar uma dessas declarações bêbadas feitas pra quem mal se conhece. É curtinho, mas tem um gosto bom. (:
Leiam suspirando.
Ah, ele é tão teatral! Meio poeta, meio artista de nada que entende de tudo... Ele sorri com os olhos e a boca enorme. Parece o príncipe encantado das cortinas.
Ele tem cor de batom, cheira a tinta guache, finge que toca um pandeiro, faz caras de samba na cama.
Ah, ele é tão teatral! Do tipo que nunca tem pressa, que ri quando escuta um agrado. E vive os amores que tem, compõe. Usa camisa de botão e não me lembro dos sapatos...
Eu escuto Luiza Possi, Los Hermanos e Mombojó e acho todo o resto um saco e faço cara de pato pra tudo.
Difícil escrever alguma coisa bacana assim, sem paciência pra fazer a interessante. Então vou me aproveitar daqueles 19 anos que eu tive e postar uma dessas declarações bêbadas feitas pra quem mal se conhece. É curtinho, mas tem um gosto bom. (:
Leiam suspirando.
Ah, ele é tão teatral! Meio poeta, meio artista de nada que entende de tudo... Ele sorri com os olhos e a boca enorme. Parece o príncipe encantado das cortinas.
Ele tem cor de batom, cheira a tinta guache, finge que toca um pandeiro, faz caras de samba na cama.
Ah, ele é tão teatral! Do tipo que nunca tem pressa, que ri quando escuta um agrado. E vive os amores que tem, compõe. Usa camisa de botão e não me lembro dos sapatos...
sexta-feira, setembro 25, 2009
Eu juro, desconheço esse espelho.
Essas mentiras às quais me entrego deviam ser bonitas ao menos. Mas tudo que eu vejo me assusta, falta um pedaço em tudo que eu tenho.
Aaaai se isso matasse... Porque a dor já é física e o cansaço me rouba até a fraqueza que sobrou, quer toda a razão do mundo.
E eu não quero nada, não espero mais nada. Minhas vontades vão se escondendo pra fugir dos meus medos, das minhas burrices.
É... não devo entender tanto assim de mim.
Aaaai se isso matasse... Porque a dor já é física e o cansaço me rouba até a fraqueza que sobrou, quer toda a razão do mundo.
E eu não quero nada, não espero mais nada. Minhas vontades vão se escondendo pra fugir dos meus medos, das minhas burrices.
É... não devo entender tanto assim de mim.
terça-feira, setembro 22, 2009
Bem vindo a Setembro! Nº 100.
4:13h, 22 de setembro de 2009.
Cá estou, querida insônia, recebendo emails reveladores de uma anônima, que hoje vai tão insone quanto eu. E ouvindo mentiras contadas pela falta, de caráter ou paciência. E suportando a dor de ver os defeitos do que eu me afasto no que eu amo. Virando a cópia de tudo que eu mais critico. Cheia de alergias, cheia de mágoas exageradas e de uma saudade que anuncio de todo jeito, mas que é só de mim.
O despertador do apartamento de cima toca. 4:30h.
Cá estou, querida insônia, recebendo emails reveladores de uma anônima, que hoje vai tão insone quanto eu. E ouvindo mentiras contadas pela falta, de caráter ou paciência. E suportando a dor de ver os defeitos do que eu me afasto no que eu amo. Virando a cópia de tudo que eu mais critico. Cheia de alergias, cheia de mágoas exageradas e de uma saudade que anuncio de todo jeito, mas que é só de mim.
O despertador do apartamento de cima toca. 4:30h.
sábado, setembro 19, 2009
Eu espero.
“Vai sim, vai ser sempre assim. A sua falta vai me incomodar...”
Minha boca seca, eu não quero ver ninguém. Meus enjôos me deixam surda, com aquele grito na cabeça e só, que ainda não deu tempo de parar.
Mesmo que o amor seja maior, fico com todos os motivos pra não perceber. Fico com o choro, que me faz dormir e me acorda de medo, querendo nem acreditar.
Eu não entendo, espero que tudo se acalme, mas o tempo não passa inteiro. A semana voou e mesmo assim nada chega pra mim... nem o descanso.
Minha boca seca, eu não quero ver ninguém. Meus enjôos me deixam surda, com aquele grito na cabeça e só, que ainda não deu tempo de parar.
Mesmo que o amor seja maior, fico com todos os motivos pra não perceber. Fico com o choro, que me faz dormir e me acorda de medo, querendo nem acreditar.
Eu não entendo, espero que tudo se acalme, mas o tempo não passa inteiro. A semana voou e mesmo assim nada chega pra mim... nem o descanso.
segunda-feira, setembro 14, 2009
Sob o som de uma banda qualquer.
Devia ser o dia das flores e do beijo pra acordar. Minha agenda já canta declarações escritas ontem. Rabiscos contam minhas vontades dele, a falta que faz sentir aquela paz...
Quando eu era mais nova achava que minhas paixões iam durar pra sempre, e sustentei isso até conhecer o Jorge. Doa a quem doer, antes dele era o ego quem ditava o sofrimento da vez. Sempre um que fosse difícil demais, um que não me quisesse, um que me viesse à cabeça por conta de uma musica qualquer. Depois a graça ficou em sentir tudo muito mais forte que nunca, em olhar os sorrisos mais bobos, saber dos tons de voz... Ai como eu amo aquele homem!
Agora com os tais vinte anos, antes meu erro fosse achar que alguma coisa é pra sempre... Peco por agir feito a menina que ainda achava que podia trocar de amor quando bem entendesse.
Tenho mil absurdos na cabeça... raiva dessas compreensões tardias.
Eu vou, mas não vejo mais como apelar... que eu amo demais ele já sabe, e sabe tanto que perdeu o medo de ouvir outra coisa.
):
Quando eu era mais nova achava que minhas paixões iam durar pra sempre, e sustentei isso até conhecer o Jorge. Doa a quem doer, antes dele era o ego quem ditava o sofrimento da vez. Sempre um que fosse difícil demais, um que não me quisesse, um que me viesse à cabeça por conta de uma musica qualquer. Depois a graça ficou em sentir tudo muito mais forte que nunca, em olhar os sorrisos mais bobos, saber dos tons de voz... Ai como eu amo aquele homem!
Agora com os tais vinte anos, antes meu erro fosse achar que alguma coisa é pra sempre... Peco por agir feito a menina que ainda achava que podia trocar de amor quando bem entendesse.
Tenho mil absurdos na cabeça... raiva dessas compreensões tardias.
Eu vou, mas não vejo mais como apelar... que eu amo demais ele já sabe, e sabe tanto que perdeu o medo de ouvir outra coisa.
):
Todo sentimento me carrega...
Outros estímulos pras dores. O álcool, a briga, a saudade de outras coisas, o medo, o choro.
Hoje as coisas acordaram estranhas e nem sequer vão dormir. Tudo já arde e eu to cansada, meus pés doem, meu estomago grita, a cabeça lateja.
Aaaaaai os meus impulsos, minhas dependências, meus amores exagerados... As mágoas são tantas! E o coração já vai tão machucado!
A culpa é minha, a culpa é do signo, a culpa é de quem quiser ela pra si. Mas dessa vez eu sinto diferente.
Amor.
Hoje as coisas acordaram estranhas e nem sequer vão dormir. Tudo já arde e eu to cansada, meus pés doem, meu estomago grita, a cabeça lateja.
Aaaaaai os meus impulsos, minhas dependências, meus amores exagerados... As mágoas são tantas! E o coração já vai tão machucado!
A culpa é minha, a culpa é do signo, a culpa é de quem quiser ela pra si. Mas dessa vez eu sinto diferente.
Amor.
quinta-feira, setembro 10, 2009
O pouco.
Sonho de outra forma quase possível, mas não entendo que sensação é de que. Primeiro a maçã do amor, a terapia, a falta e então o encanto, que só existe enquanto se disfarça de medo.
As semelhanças me dão arrepios. Cheiros, posições. Me preparo pra outras saudades... saudades das quais não preciso falar. Por bem.
Os olhos são outros, e a segurança neles me incomoda sempre. Fica aquele segundo, mas as primeiras impressões se transformaram há tempos.
Tudo se esconde, tudo se larga. O amor não muda, não devia mudar. E eu não apago nada, choro sozinha todas as contradições e as demoras, faço de conta que não morro pelas pequenas mentiras.
A essa altura nada se explica. Do que é meu só se sabe por mim e de mim ninguém sabe nada, não por outras vozes. Perdoar o que?
Sou enjoativa, tenho raiva da música que não me explica ou distorce a vida, raiva de conhecer demais tudo que sinto.
Perdoar o que?
As semelhanças me dão arrepios. Cheiros, posições. Me preparo pra outras saudades... saudades das quais não preciso falar. Por bem.
Os olhos são outros, e a segurança neles me incomoda sempre. Fica aquele segundo, mas as primeiras impressões se transformaram há tempos.
Tudo se esconde, tudo se larga. O amor não muda, não devia mudar. E eu não apago nada, choro sozinha todas as contradições e as demoras, faço de conta que não morro pelas pequenas mentiras.
A essa altura nada se explica. Do que é meu só se sabe por mim e de mim ninguém sabe nada, não por outras vozes. Perdoar o que?
Sou enjoativa, tenho raiva da música que não me explica ou distorce a vida, raiva de conhecer demais tudo que sinto.
Perdoar o que?
quarta-feira, setembro 09, 2009
Eu tenho mais.
Comparo, machuca.
Descubro, machuca.
Vejo, ouço, finjo... machuca.
Me faço dizer sozinha “é mentira”, a memória me esmaga.
Descubro, machuca.
Vejo, ouço, finjo... machuca.
Me faço dizer sozinha “é mentira”, a memória me esmaga.
terça-feira, setembro 01, 2009
Não é novidade pra ninguém.
Eu era melhor nisso porque não tinha medo, meus dedos podiam ser pura provocação sem o incômodo das satisfações. Nem de deus, nem do diabo.
Ando triste com tudo que vem por fora desse contexto que eu tomei, justo porque não me encaixo mais.
Agora eu desmancho e peço perdão... É, por ser magoada.
Virei a explicação florida de qualquer egoísmo que não da certo. Fraca, estúpida.
Ando triste com tudo que vem por fora desse contexto que eu tomei, justo porque não me encaixo mais.
Agora eu desmancho e peço perdão... É, por ser magoada.
Virei a explicação florida de qualquer egoísmo que não da certo. Fraca, estúpida.
segunda-feira, julho 06, 2009
Não tenho força nem paciência pra desenhar. Nem comer eu consigo. =/
Queria dormir quentinha e quietinha aqui pra sempre, mas até dormir é difícil e, quando eu consigo, sonho com as coisas que devia estar fazendo.
Também não consigo escrever, porque é difícil pensar em outra coisa com 45 croquis pra ontem e a tendinite atacada.
Socooooooooooooooooorro!!!!!
Ah... Esse negócio de morar longe do meu namorado não é legal. ):
Queria dormir quentinha e quietinha aqui pra sempre, mas até dormir é difícil e, quando eu consigo, sonho com as coisas que devia estar fazendo.
Também não consigo escrever, porque é difícil pensar em outra coisa com 45 croquis pra ontem e a tendinite atacada.
Socooooooooooooooooorro!!!!!
Ah... Esse negócio de morar longe do meu namorado não é legal. ):
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