terça-feira, setembro 22, 2009

Bem vindo a Setembro! Nº 100.

4:13h, 22 de setembro de 2009.
Cá estou, querida insônia, recebendo emails reveladores de uma anônima, que hoje vai tão insone quanto eu. E ouvindo mentiras contadas pela falta, de caráter ou paciência. E suportando a dor de ver os defeitos do que eu me afasto no que eu amo. Virando a cópia de tudo que eu mais critico. Cheia de alergias, cheia de mágoas exageradas e de uma saudade que anuncio de todo jeito, mas que é só de mim.
O despertador do apartamento de cima toca. 4:30h.

sábado, setembro 19, 2009

Eu espero.

“Vai sim, vai ser sempre assim. A sua falta vai me incomodar...”
Minha boca seca, eu não quero ver ninguém. Meus enjôos me deixam surda, com aquele grito na cabeça e só, que ainda não deu tempo de parar.
Mesmo que o amor seja maior, fico com todos os motivos pra não perceber. Fico com o choro, que me faz dormir e me acorda de medo, querendo nem acreditar.
Eu não entendo, espero que tudo se acalme, mas o tempo não passa inteiro. A semana voou e mesmo assim nada chega pra mim... nem o descanso.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Sob o som de uma banda qualquer.

Devia ser o dia das flores e do beijo pra acordar. Minha agenda já canta declarações escritas ontem. Rabiscos contam minhas vontades dele, a falta que faz sentir aquela paz...
Quando eu era mais nova achava que minhas paixões iam durar pra sempre, e sustentei isso até conhecer o Jorge. Doa a quem doer, antes dele era o ego quem ditava o sofrimento da vez. Sempre um que fosse difícil demais, um que não me quisesse, um que me viesse à cabeça por conta de uma musica qualquer. Depois a graça ficou em sentir tudo muito mais forte que nunca, em olhar os sorrisos mais bobos, saber dos tons de voz... Ai como eu amo aquele homem!
Agora com os tais vinte anos, antes meu erro fosse achar que alguma coisa é pra sempre... Peco por agir feito a menina que ainda achava que podia trocar de amor quando bem entendesse.
Tenho mil absurdos na cabeça... raiva dessas compreensões tardias.
Eu vou, mas não vejo mais como apelar... que eu amo demais ele já sabe, e sabe tanto que perdeu o medo de ouvir outra coisa.
):

Todo sentimento me carrega...

Outros estímulos pras dores. O álcool, a briga, a saudade de outras coisas, o medo, o choro.
Hoje as coisas acordaram estranhas e nem sequer vão dormir. Tudo já arde e eu to cansada, meus pés doem, meu estomago grita, a cabeça lateja.
Aaaaaai os meus impulsos, minhas dependências, meus amores exagerados... As mágoas são tantas! E o coração já vai tão machucado!
A culpa é minha, a culpa é do signo, a culpa é de quem quiser ela pra si. Mas dessa vez eu sinto diferente.
Amor.

quinta-feira, setembro 10, 2009

O pouco.

Sonho de outra forma quase possível, mas não entendo que sensação é de que. Primeiro a maçã do amor, a terapia, a falta e então o encanto, que só existe enquanto se disfarça de medo.
As semelhanças me dão arrepios. Cheiros, posições. Me preparo pra outras saudades... saudades das quais não preciso falar. Por bem.
Os olhos são outros, e a segurança neles me incomoda sempre. Fica aquele segundo, mas as primeiras impressões se transformaram há tempos.
Tudo se esconde, tudo se larga. O amor não muda, não devia mudar. E eu não apago nada, choro sozinha todas as contradições e as demoras, faço de conta que não morro pelas pequenas mentiras.
A essa altura nada se explica. Do que é meu só se sabe por mim e de mim ninguém sabe nada, não por outras vozes. Perdoar o que?
Sou enjoativa, tenho raiva da música que não me explica ou distorce a vida, raiva de conhecer demais tudo que sinto.
Perdoar o que?

quarta-feira, setembro 09, 2009

Eu tenho mais.

Comparo, machuca.
Descubro, machuca.
Vejo, ouço, finjo... machuca.
Me faço dizer sozinha “é mentira”, a memória me esmaga.

terça-feira, setembro 01, 2009

Não é novidade pra ninguém.

Eu era melhor nisso porque não tinha medo, meus dedos podiam ser pura provocação sem o incômodo das satisfações. Nem de deus, nem do diabo.
Ando triste com tudo que vem por fora desse contexto que eu tomei, justo porque não me encaixo mais.
Agora eu desmancho e peço perdão... É, por ser magoada.
Virei a explicação florida de qualquer egoísmo que não da certo. Fraca, estúpida.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Eu devia escrever hoje, mas essa paz eu quero só sentir.
Jajá...
(:

quinta-feira, agosto 13, 2009

Preciso parar de fingir que suporto as coisas.
Pra começar.

segunda-feira, julho 06, 2009

Não tenho força nem paciência pra desenhar. Nem comer eu consigo. =/
Queria dormir quentinha e quietinha aqui pra sempre, mas até dormir é difícil e, quando eu consigo, sonho com as coisas que devia estar fazendo.
Também não consigo escrever, porque é difícil pensar em outra coisa com 45 croquis pra ontem e a tendinite atacada.
Socooooooooooooooooorro!!!!!

Ah... Esse negócio de morar longe do meu namorado não é legal. ):

quarta-feira, julho 01, 2009

É, meu dia foi produtivo...
Consegui gastar cem reais na papelaria com uma caixa de lápis, três pincéis e duas impressões coloridas em A3. Levei os chapéus de confecção pra costureira e encontrei o jeans da Marilyn pro trabalho de têxtil quase pronto. Só vou precisar mandar ajustar as pernas e isso é muito bom.
Voltei pra casa, briguei com meio mundo e fiz um Twitter novo. Vamos brincar de “divagações têm de ser curtas”.
Fui pra aula e descobri que preciso me desesperar um pouco mais com os trabalhos, porque alguns sofreram mutações durante minhas viagens. Outra notícia booooa é que não preciso mais pensar na viagem pra Buenos Aires, porque o reitor "vetou" o esquema todo. Ok, quem quiser ir vai, o reitor não vai te trancar na sala de aula pra você não viajar, mas eu não posso me dar ao luxo dessas faltas. =/
Aí saí da UEM, sozinha pra variar, vinte e duas horas e vinte e dois minutos. To em casa agora, planejando arrumar meu quarto ou terminar aquelas graduações de modelagem... qualquer coisa que ocupe meu tempo e minha cabeça maluca antes que eu comece a surtar outra vez.

"Disfarçar é encantador; parecer disfarçar é triste."
( Gabrielle Chanel)

The drama button.

É, eu sou chata. Chata, fresca, metida, arrogante, impaciente e egoísta. Sou mais que isso até, sou mesquinha, me acho melhor.
Minha fragilidade é justa e hoje vou tentar não reclamar disso.
Deve ser tpm, todas as coisas aumentam.

Passei o dia tentando descrever o estilo do Niemeyer, meio irritada (óbvio), querendo uma daquelas comidas inexistentes que a gente sempre quer quando fica ansioso por qualquer motivo. Mal me vesti pra ir à aula. Cheguei e fui fazer qualquer coisa que pudesse me manter longe do computador por algumas horas. Acho que já disse isso, meus vícios me irritam. Parei de fumar porque fiquei de saco cheio daquele cheiro nas minhas coisas. Mas não vou picotar o note e jogar o coitado pela janela... dele eu gosto e dependo muito mais. Tanto que já to aqui de novo.
E preciso escrever pra descansar meu mau humor. Qualquer coisa. To de saco cheio!

Eu queria estar em Brasília e não pensar duas vezes na viagem pra Buenos Aires. Queria conseguir não me desdobrar inteira por quem não merece o mínimo do que eu faço, ser menos atenta e ter a memória mais fraca do mundo. Porque feliz é quem pensa pouco.

Quero que todo mundo morra e meu cabelo cresça!
http://www.dramabutton.com/

segunda-feira, junho 22, 2009

O que eu preciso pra ser feliz.

Marketing me faz perder muito tempo. Se pelo menos a digníssima que leciona essa delícia resolvesse divulgar as notas anteriores, eu poderiiiia escolher entre me dedicar ou não ao “Marketing na Mesopotâmia”. Nessas horas eu penso que é mais do que justo as universidades públicas serem, às vezes, mais valorizadas nesse país. A gente sofre!
E pra quem ainda ta na fase do vestibular eu dou a dica: você pode esquecer a paranóia e a pressão do mundo e cursar uma boa faculdade particular e ser muito, mas muito mais feliz! E se você e tem idéias muito ecológicas, pretende estudar moda, mas quer fugir da loucura de São Paulo... eu te digo, meu amigo, esquece essa bobagem!
Modista gosta mesmo é de shopping e cidade grande! A gente enjoa fácil, precisa ter opção... pensa bem, não é a toa que seu guarda-roupa muda de 3 em 3 meses. (:
Fashionista não funciona a ar puro! E, é dura a realidade, mas depois de ler uma Vogue você é capaz de matar o crocodilo sozinha pra ter uma bolsa. São Paulo é bom, muito bom! E não existe lugar melhor pra estudar, começar e crescer como profissional de moda. E se você já vai precisar freqüentar tanto o lugar, porque não morar lá?
Convenci? Ok, porque preciso voltar ao foco do meu texto.
Éééé... Ah! Marketing, tempo, escolher... ISSO!
Bom, todo mundo já pensou “se eu pudesse escolher meeeesmo...” eu nascia Athina Onassis e vivia pelo mundo comprando sapatos. Mas a vida me complicou. Nasci em Brasília, numa família maluca que sonhava demais e resolveu morar no mato e abrir um restaurante.
Resultado: Cresci maluca também, sonhei demais, idealizei, planejei e escolhi mesmo foi vir pra um fim de mundo que ganha de longe do meu matinho tranqüilo no quesito marasmo. Preciso dizer que não tem muitas lojas de sapato? =/
E aqui eu reclamo e aqui eu corro atrás de sair daqui. Mas, admito, não sei se estaria mais feliz muito longe daqui... Só fico triste por não ter onde usar meus sapatos, mas às vezes também fico feliz pelo conforto de não precisar usá-los... é!
Daqui uns anos vou poder dizer “se eu pudesse escolher meeesmo nascia Athina Onassis e vivia pelo mundo comprando sapatos, mas até gosto de fazer os sapatos que ela compra”.
(:

Tic tac tic tac... What you waiting for?

Segunda: criação, têxtil, marketing
Terça: confecção, malas, Londrina! (:
Quarta: Londrina! (:
Quinta: Maringá, amor, RIO e mãe! :D
Sexta: Rio + rímel novo = CCBB - Voyages Extraordinaires YSL!!!! :D
Sábado: Rio + família! (:
Domingo: Rio, Maringá e amor! :D

Segunda: amor, casa, prova de francês! :T
Terça: criação
Quarta: indumentária
Quinta: apresentação do trabalho estúpido de marketing, desenho
Sexta: desenho
Sábado: prova de indumentária... mereço dormir!
Domingo: e dormir só mais um pouquinho (se der)...

Segunda: entrega do trabalho de têxtil, desenho
Terça: entrega da pasta de desenho (TENSO!!!)
Quarta: prova de criação + entrega do sapato, entrega dos moldes + peça pronta de modelagem
Quinta: prova de cultura brasileira... FÉRIAS! :D

*E ainda faltam as provas substitutivas de marketing e estatística, que vão rolar quando eu estiver no Rio, então não faço idéia de quando vou fazer. (Y)

I WANT MY MILLION-DOLLAR CONTRACT!

sábado, junho 20, 2009

Pra mim, isso é amor.

Música baixinha. O mesmo clichê, o que nunca me enjoa.
Estou em paz. E é só.

“Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer...
E talvez, se tem que durar... vem renascido amor, bento de lágrimas.”

Eu te amo, Jorge Mariano!

Melancia.

Se não tiver a fim de ler uma babaquice, pode desistir desse texto agora.

Tomei meu banho mais quente do mundo praguejando a casa e até a temperatura da água, chorando, delirando com os motivos do choro. A cama, a foto que ainda não tive coragem de tirar do lugar, o tapetinho, o chuveiro, a sala, as panelas... ai as panelas! A droga do presente, duas caixas enormes, o carinho com que eu fiz aquele laço chato. E era pra ele, o laço, que eu olhava quando a coisa acabou.
Me vesti, meio passada, sem combinar a lingerie quase como quem se livra de um mal. A intenção era descombinar minha dor da lembrança insistente de que ele às vezes dizia “eu gosto dessa”, e de que ele sabia o que eu usei na primeira vez que ele veio aqui.
De repente, em meio a cíclicas crises de choro, olho pra gaveta de pijamas aberta e lá está ela. Dobradinha e cheirosinha: minha camisola preferida. A mais confortável, macia, bonitinha... a camisola que levei na mala pro ultimo fim de semana em Maringá.
- Melancia, porque tem cor de melancia... vermelhinha assim.
- Mas eu não sou verde por fora e você não gosta de melancia.
É, ele não gosta de melancia.
Sabe, eu gosto dos dramas porque eles me fazem escrever. Acho que toda mulher gosta um pouco dos dramas por alguma razão. Algumas se entopem de chocolate, outras de calmantes, outras de cigarros... eu parei de fumar e sinto falta do cigarro e podia voltar agora, mas chega de burrices por hoje. Eu sou o tipo de mulher que não vê outra vantagem no sofrimento além da inspiração infinita. Acho que Deus foi legal comigo nesse aspecto... a ultima coisa que eu preciso é me entupir de comida. E com os remédios, já me dou bem demais pro meu gosto.
Pois bem, eu olhei pra camisola e continuei com os pensamentos esquisitos enquanto guardava os livros legais, porque também não me ajuda ficar lendo o que veio escrito a mão neles. E vi o outro livro. Melancia.
Ganhei o Melancia de uma amiga no início do ano. Um livro de mulherzinha, tipo Bridget Jones. Tentei ler duas ou três vezes, nunca passei da vigésima página. Dizem que é bom, mas o que sei dele é mesmo só o que li... Melancia é a narrativa de uma mulher que é abandonada pelo marido minutos depois de parir. Me identifico. Vou ler quando puder.
Nãããão, pelo amor de Deus! Não ouso comparar os dramas. Não era casada, acho que meu ex não tem outra e muito menos acabei de ter um filho e me encontro impossibilitada de dar meus pitís.
A semelhança ta mais na mistura das sensações escrotas de um fim súbito e meio absurdo, e é claro, no lance da melancia.
E se a história for verdade, tenho certeza que essa mulher é uma dessas que valoriza a inspiração do sofrimento. Haha...
Mas galere, minha enxaqueca me chama! Lá vou eu pro hospital me familiarizar um pouco mais com a personagem.

Ainda bem que to indo ver a exposição do Saint Laurent!!! Piadinha! (:

Quem lê até pensa que esse bom humor existe.
Quem LÊ mesmo, porque até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te perdi.
=/

sexta-feira, junho 19, 2009

Para Freud, isso é paranóia.

Lá vou eu na brincadeira das lágrimas e decepções outra vez. A diferença? Dessa vez eu consegui me desfazer.
Eu lembro que quando isso começou, eu postei sobre passar por cima das razões adultas e sobre a sensação estranha e incrível de acordar com as convenções trocadas, e feliz e sem culpa. Hoje, com os sentidos estourados e o coração também, hora de apanhar das razões outra vez. E essa sensação eu prefiro não explicar.
Já esperei, gritei, ouvi os conselhos bobos e todas as verdades cortantes... Já quase me acalmei. Já sei o que eu quero e o que fazer.
Volto a esperar. E só enxergo que o avesso dos meus sonhos não funciona mais.

quarta-feira, junho 17, 2009

Sobre a dependência.

Dependo de muita coisa.
Dependo de muita coisa que não depende nem direta nem indiretamente de mim.
Dependo do que me faz morrer aos pouquinhos e do que me ajuda a não morrer tão rápido.
E dependo do que me contraria. Dependo da minha preguiça.
Eu dependo dos dias, da disposição e da vontade alheia (a que é de verdade, que não tem medo de ir ou chamar, nem de pedir).
Me deixo depender de tudo, me apóio nos vícios aos quais me proponho. Só porque também preciso culpar todas essas coisas.
Não sei ser sozinha, queimo plástico, explico o que ninguém quer saber de mim.
E cá estou.
Neurótica.
Não fumo mais.

terça-feira, junho 16, 2009

Sobre decidir.

Santas convicções! As minhas sempre me fazem parecer mais burra.

"...I'd bury my dreams underground."

terça-feira, junho 09, 2009

...bento de lágrimas

Posso enfim não me importar, ouvir o que quiser. Suspiro.
Prefiro então só pensar que a gente sabe o porquê e inevitavelmente sonhar os avessos.

Eu te amo, Jorge Mariano.